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Rússia retoma ofensiva contra cidades ucranianas após pausa solicitada por Trump

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O mais recente ataque russo contra a Ucrânia, ocorrido nesta terça-feira (3), atingiu grandes centros urbanos e infraestruturas críticas, marcando a maior ofensiva com mísseis e drones registrada no país em 2026. A investida encerra um breve período de suspensão das hostilidades, que havia sido acordado na semana passada após uma intermediação diplomática do líder americano Donald Trump.

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De acordo com as autoridades de Kiev, o bombardeio ocorreu em um momento de vulnerabilidade climática extrema, com temperaturas que atingiram -25 °C em algumas regiões. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, informou que a operação envolveu aproximadamente 70 mísseis e 450 drones, direcionados majoritariamente a instalações do setor elétrico em seis regiões distintas do país.

Crise energética e impacto humanitário nas capitais regionais

A retomada do conflito na Ucrânia gerou consequências imediatas para o abastecimento de serviços básicos. Em Kiev, o prefeito Vitaliy Klitschko relatou que cerca de 1.200 edifícios residenciais ficaram sem sistema de aquecimento central devido aos danos na rede de distribuição. Além das residências, um jardim de infância foi atingido e ao menos três pessoas ficaram feridas na capital.

A situação é igualmente crítica em Kharkiv, a segunda maior cidade ucraniana. O governo local reportou que os disparos balísticos deixaram mais de 800 prédios de grande porte sem aquecimento sob um frio intenso. Em Odessa, no sul, a interrupção no fornecimento de eletricidade afetou mais de 50 mil cidadãos. Durante os alertas aéreos, que duraram até sete horas, a população buscou refúgio nas estações de metrô, utilizando cobertores e sacos de dormir para enfrentar as temperaturas negativas.

O fim da trégua diplomática e o ataque russo às termelétricas

A pausa nos bombardeios a áreas residenciais e de energia havia sido estabelecida até o último domingo (1º). O Kremlin confirmou que a decisão de Vladimir Putin atendeu a um pedido pessoal de Trump, após diálogos realizados em Abu Dhabi que incluíram representantes de Moscou, Kiev e Washington. No entanto, o cessar-fogo parcial não impediu que a Rússia continuasse visando rotas de transporte e logística durante o final de semana.

A DTEK, principal fornecedora privada de energia da Ucrânia, declarou que o sistema opera agora em “modo de sobrevivência”. Com usinas termelétricas danificadas e equipamentos comprometidos, a empresa enfrenta dificuldades técnicas para realizar reparos emergenciais devido ao congelamento do solo e das estruturas. No domingo, um ataque contra minas de carvão já havia resultado na morte de 12 trabalhadores, evidenciando a fragilidade do acordo de trégua.

Próximos passos nas negociações em Abu Dhabi

Apesar da escalada militar desta terça-feira, o canal diplomático permanece aberto. Uma nova rodada de negociações trilaterais está agendada para esta quarta (4) e quinta-feira (5) nos Emirados Árabes Unidos. O objetivo do encontro entre as delegações da Rússia, Ucrânia e Estados Unidos é buscar termos para o encerramento definitivo das hostilidades, embora o recente bombardeio em massa tenha aumentado a tensão entre os negociadores.

Para especialistas, o momento escolhido por Moscou para intensificar a pressão militar visa fortalecer sua posição à mesa de discussões, enquanto o governo de Zelensky aponta que o uso do rigor do inverno como arma estratégica demonstra a resistência russa em priorizar a via diplomática.

Leia mais:
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Ataque aéreo russo na Ucrânia deixa milhões sem luz e aquecimento em pleno inverno

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