A defesa de Pedro Turra, piloto de 19 anos preso preventivamente após agredir um adolescente no Distrito Federal, afirmou que a detenção ocorreu “por ser branco e de classe média” e criticou a atuação da autoridade policial no caso que resultou em um jovem de 16 anos em coma.
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Detenção e argumentação da defesa
Pedro Turra foi preso preventivamente pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) após uma briga entre ele e um adolescente no bairro Vicente Pires, na noite de 22 de janeiro. A vítima sofreu um traumatismo craniano grave ao bater a cabeça contra um carro durante a agressão e permanece em estado gravíssimo em um hospital de Brasília.
O advogado de Turra, Eder Fior, disse em entrevista que a prisão seria uma resposta social impulsionada pela repercussão midiática e que medidas cautelares menos gravosas, como tornozeleira eletrônica ou prisão domiciliar, seriam mais adequadas. Ele declarou que a prisão preventiva seria excessiva e ocorreria “por ser um jovem branco, de classe média e piloto de carro esportivo”.
Crítica à condução do caso pelas autoridades
A defesa também criticou a condução das investigações e a postura do delegado responsável, Pablo Aguiar, da 38ª Delegacia de Polícia. Fior afirmou que a exposição pública do caso e a emocionalidade demonstrada pelo delegado durante uma entrevista coletiva podem ter influenciado a opinião pública antes da conclusão do inquérito.
“Vimos autoridade chorando e qualificação médica sendo extrapolada na análise do meu cliente”, disse o defensor, argumentando que uma antecipação de juízo compromete a imparcialidade processual.
Contexto dos fatos e desdobramentos
Segundo relatos oficiais, a discussão entre Turra e o adolescente começou após um comentário sobre um chiclete. Vídeos divulgados mostram ambos os envolvidos se agredindo, e em um momento o piloto desferiu um soco que levou o menor a cair e bater a cabeça.
Pedro Turra foi inicialmente preso em flagrante e liberado após pagamento de fiança, o que gerou críticas de familiares da vítima. Com a nova prisão preventiva, sua defesa entrou com pedido de revogação e habeas corpus, sustentando que a prisão seria desproporcional.
Além desse episódio, surgiram outras ocorrências anteriores envolvendo o piloto, que a defesa considera distantes no tempo; a investigação busca esclarecer se essas denúncias influenciaram a manutenção da prisão preventiva.
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