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Chatbots já moldam o voto e trazem novos desafios para 2026

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A ascensão da inteligência artificial transformou a maneira como o cidadão interage com a política. No horizonte das eleições de 2026, o uso de ferramentas de chatbots como ChatGPT e Gemini para consultar intenções de voto e perfis de candidatos tornou-se uma realidade que preocupa especialistas e desafia reguladores. O que antes era uma busca por fatos agora se converte em diálogos onde a IA atua como conselheira, influenciando diretamente a decisão nas urnas.

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O novo papel da IA como conselheira eleitoral

Estudos globais recentes acenderam o sinal de alerta sobre a rapidez com que os chatbots estão sendo integrados ao processo democrático. Na Holanda, pesquisas da Universidade de Amsterdã indicaram que 10% do eleitorado está propenso a seguir recomendações diretas de uma inteligência artificial. Entre os jovens de 18 a 34 anos, esse índice sobe para 17%, revelando que as novas gerações confiam nos algoritmos de forma semelhante ao que gerações anteriores confiavam em líderes comunitários ou veículos de imprensa tradicionais.

No Chile, o cenário é ainda mais expressivo: 44% dos eleitores de maior poder aquisitivo utilizaram plataformas de IA para discutir o pleito. Essa migração do debate público para conversas privadas e personalizadas cria o que especialistas chamam de “espaços de confiança”, onde a transparência do algoritmo é quase inexistente, dificultando o monitoramento de possíveis vieses.

O poder de persuasão e os riscos das alucinações

A grande preocupação para as eleições de 2026 reside na capacidade de convencimento dessas ferramentas. Um experimento do Massachusetts Institute of Technology (MIT) demonstrou que interações com modelos de IA podem deslocar a preferência eleitoral em até 4 pontos — um impacto quatro vezes superior ao de anúncios políticos convencionais. Em disputas acirradas, essa pequena margem pode ser o fator decisivo para uma vitória.

Além do risco de manipulação, as plataformas ainda sofrem com as chamadas “alucinações”, fornecendo dados incorretos com aparência de verdade. Testes realizados no Brasil mostraram que, enquanto alguns sistemas se limitam a descrever perfis, outros sugerem estratégias agressivas de convencimento e chegam a inventar dados estatísticos sobre candidatos, criando um ambiente de desinformação automatizada.

A Justiça Eleitoral diante da invisibilidade dos chats

O maior desafio para as autoridades nas eleições de 2026 é a natureza privada dessas conversas. Diferente de uma propaganda na TV ou um post em rede social, a resposta de um chatbot é individual e não fica disponível para o público, o que desafia as normas atuais de fiscalização. No Brasil, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já adota resoluções contra deepfakes, mas a regulação de conteúdos personalizados ainda é uma zona cinzenta.

O foco dos reguladores, segundo o Ministério Público Federal, deverá ser a transparência das fontes que alimentam as respostas. Garantir que as plataformas não favoreçam ideologias específicas e que o eleitor mantenha sua autonomia é vital para preservar a igualdade de condições no pleito que se aproxima.

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