O acesso ao crédito para pequenos negócios no Brasil atingiu um marco significativo. O Fundo Garantidor FG BNDES-Sebrae (FGBS) anunciou ter alcançado a marca de R$ 2,76 bilhões em créditos destinados a microempreendedores individuais (MEIs) e micro e pequenas empresas (MPEs) em todo o território nacional.
Desde o início de suas operações, em junho de 2025, o fundo demonstrou um impacto rápido e robusto. Foram viabilizadas mais de 13,2 mil operações de financiamento, apresentando um valor médio expressivo de R$ 209 mil por transação.
Este fundo é resultado de uma parceria estratégica entre duas das maiores instituições de fomento do país: o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). A iniciativa visa atacar um dos principais gargalos históricos do empreendedorismo no Brasil: a dificuldade de acesso ao financiamento por falta de garantias.
Como o fundo facilita o crédito para pequenos negócios
O objetivo central do FGBS é atuar como um facilitador, reduzindo as barreiras de acesso ao financiamento. Na prática, o fundo oferece as garantias que as instituições financeiras exigem para liberar o capital, diminuindo o risco percebido pelos bancos e, consequentemente, tornando o crédito mais acessível para os pequenos empreendedores.
Esta estrutura de garantia é fundamental para que os negócios de menor porte consigam competir e crescer. O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, detalhou o mecanismo de funcionamento, ressaltando que o fundo pode garantir até 80% do valor total das operações de crédito.
Além da cobertura robusta, o FGBS oferece condições de pagamento flexíveis, pensadas para a realidade das MPEs. Os prazos para quitação dos financiamentos variam significativamente, indo de 12 meses (um ano) até 120 meses (dez anos), permitindo que o empresário ajuste o fluxo de caixa sem comprometer a operação.
Segundo Mercadante, essas garantias criam as “condições essenciais” para que as micro e pequenas empresas possam realizar investimentos estratégicos, fortalecer seu capital de giro – recurso vital para a manutenção das operações diárias – e executar planos de expansão que, de outra forma, seriam inviáveis. O resultado esperado é um maior dinamismo da economia nacional, impulsionado pela base empresarial do país.
Impacto regional e setorial nos primeiros meses
A análise dos primeiros quatro meses de atuação do FGBS revela uma ampla capilaridade nacional, embora com concentrações regionais alinhadas à densidade econômica do país.
A região Sudeste, tradicionalmente o motor econômico do Brasil, liderou a captação de recursos, concentrando 40% do montante total liberado. Em seguida, destaca-se a região Nordeste, que absorveu 25% dos valores financiados, demonstrando a relevância da iniciativa para fomentar economias locais fora do eixo principal.
Quando analisados os setores mais beneficiados, os números confirmam a vocação do pequeno negócio brasileiro. Os setores de comércio e serviços foram os grandes protagonistas, representando, somados, 80% do total de operações realizadas através do fundo. Isso indica que desde o varejista local até o prestador de serviços, como oficinas, salões de beleza e empresas de tecnologia, estão encontrando no FGBS o suporte necessário para operar e crescer.
A estratégia de capacitação
A parceria entre BNDES e Sebrae não se limita a prover garantias financeiras. O presidente do Sebrae, Décio Lima, enfatizou que o sucesso do crédito para pequenos negócios está diretamente ligado à gestão eficiente desses recursos.
Lima destacou que a colaboração visa reforçar a sustentabilidade de longo prazo desses empreendimentos. Para isso, o Sebrae entra com sua expertise em capacitação, oferecendo aos empresários beneficiados um acompanhamento técnico próximo, que inclui consultoria especializada e treinamento focado em gestão e organização financeira.
Essa abordagem dual – crédito facilitado somado à educação empreendedora – tem como objetivo garantir que os recursos obtidos sejam aplicados da maneira mais eficiente possível. O resultado final, segundo Lima, é fomentar a geração de emprego e renda de forma sólida e duradoura, fortalecendo o tecido social e econômico do país.
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