A Universidade do Estado do Amazonas (UEA) oficializou, na noite desta terça-feira (07/04), a permanência de sua atual gestão para o ciclo que compreende os anos de 2026 a 2030. Em solenidade realizada no icônico Teatro Amazonas, em Manaus, os professores André Zogahib e Katia Couceiro foram empossados nos cargos de reitor e vice-reitora. A cerimônia contou com a presença de lideranças políticas, acadêmicos e familiares, marcando o início de um novo período administrativo para a instituição após a vitória da chapa nas eleições realizadas em novembro de 2025.
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A recondução dos gestores ocorre após um pleito em que a comunidade acadêmica validou a continuidade do trabalho com 4.446 votos favoráveis. O evento de posse foi presidido pelo controlador-geral do Estado, Jeibson Justiniano, que representou o governador interino Roberto Cidade. Durante o ato, Justiniano destacou a importância das políticas afirmativas e da capilaridade da universidade, que tem conseguido levar o ensino superior para além da capital, alcançando as regiões mais remotas do interior amazonense.
Metas da Reitoria da UEA para o quadriênio 2026 a 2030
Ao assumir o novo compromisso, o reitor André Zogahib enfatizou a visão de que os recursos destinados à educação devem ser encarados como investimento estratégico para o desenvolvimento social. Segundo o gestor, o fortalecimento da universidade reflete diretamente na qualidade da saúde, na eficiência da segurança pública e no crescimento econômico do estado. Zogahib reiterou que as promessas de campanha do primeiro mandato foram cumpridas e que a nova etapa servirá para aprimorar os serviços oferecidos.
A vice-reitora Katia Couceiro também expressou o sentimento de responsabilidade renovada. Para a docente, o momento simboliza o fechamento de um ciclo de entregas e a abertura de um período de novos desafios. Couceiro atribuiu os resultados positivos obtidos até agora ao esforço conjunto de pró-reitores e colaboradores, reforçando que a gestão coletiva será o pilar para os próximos quatro anos de administração superior.
Infraestrutura e avanços na capital e no interior
A trajetória recente da instituição é sustentada por números expressivos e melhorias estruturais. Atualmente, a universidade abriga mais de 26 mil estudantes e, apenas no último ano, entregou quase 4 mil novos profissionais ao mercado de trabalho. No âmbito das estruturas físicas, destacam-se a revitalização da Escola Superior de Tecnologia (EST) e a reforma da Escola de Ciências da Saúde (ESA), que passará a contar com novos laboratórios de anatomia e ambulatórios.
O projeto de modernização também contemplou a Escola Normal Superior (ENS) com uma nova biblioteca e a criação da Escola do Futuro, focada em metodologias de ensino tecnológico. Espaços de inovação como o Nexus e o Stem Makerspace foram implementados para proporcionar um ambiente prático e dinâmico aos discentes, alinhando a teoria acadêmica às demandas contemporâneas de pesquisa e extensão.
Expansão e valorização do corpo docente e administrativo
Um dos pilares da gestão de Zogahib e Couceiro é a interiorização do ensino. Com centros em municípios como Parintins, Tabatinga e Tefé, a universidade expandiu sua rede com a inauguração de unidades em Apuí, Barcelos e Tapauá. Um marco histórico foi a criação do primeiro Polo Indígena Rural do Alto Solimões, em Tabatinga, focado na democratização do acesso aos povos originários e na preservação de saberes tradicionais.
Além das obras físicas, a valorização humana foi pauta central do último mandato. A instituição garantiu um reajuste salarial de 14,1% para mais de 1.400 servidores, entre docentes e técnicos, corrigindo defasagens acumuladas desde 2019. A política de benefícios também foi ampliada com a implementação de planos de saúde e odontológico, além do reajuste no vale-alimentação, que dobrou de valor, assegurando melhores condições de trabalho para quem constrói o dia a dia da educação superior no Amazonas.
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