Iniciativa do Governo Federal já realizou 13 interligações ao SIN e leva energia renovável a comunidades remotas do Amazonas e Pará
O Programa Energias da Amazônia, lançado em 2023 pelo Governo do Brasil, tem impulsionado a transição energética em sistemas isolados da Amazônia Legal, com foco na substituição de fontes poluentes por soluções renováveis. Até o momento, a iniciativa já promoveu 13 interligações ao Sistema Interligado Nacional (SIN), beneficiando mais de 500 mil consumidores na região.
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No leilão de sistemas isolados realizado em 2025, o programa contratou 50 megawatts (MW) de potência, com investimento de R$ 312 milhões, voltado ao atendimento de cerca de 30 mil pessoas em localidades remotas dos estados do Amazonas e do Pará. Os projetos priorizam tecnologias como energia solar e sistemas híbridos, reduzindo a dependência do diesel e as emissões associadas.
Avanços do programa são destaque em workshop em Manaus
Os resultados alcançados pelo Energias da Amazônia estão entre os principais temas do Workshop Energias da Amazônia, realizado nesta terça e quarta-feira (10 e 11/02), em Manaus (AM). O evento é promovido pelo Ministério de Minas e Energia (MME) em parceria com a Aliança Global de Energia para Pessoas e Planeta (GEAPP) e a Fundação Amazônia Sustentável (FAS).
O workshop tem como objetivo compartilhar experiências, apresentar resultados e ouvir representantes locais, fortalecendo a participação de atores regionais na construção da política pública. A programação também aprofunda o debate sobre a dimensão social da transição energética justa e inclusiva, além de consolidar lições aprendidas e encaminhamentos voltados ao fortalecimento da bioeconomia amazônica.
Governança e redução do uso de diesel
Durante a abertura do evento, a secretária substituta de Transição Energética e Planejamento do MME, Lorena Perim, destacou os avanços obtidos desde a implementação do programa, especialmente com a criação de novos instrumentos e o fortalecimento da governança.
Segundo ela, a Amazônia apresenta desafios específicos, como logística complexa, altos custos e grande dispersão territorial, o que exige soluções integradas e sustentáveis. Perim ressaltou ainda a redução do uso de diesel e das emissões associadas, aliada à melhoria da segurança do suprimento de energia para milhões de brasileiros fora do SIN.
Nova fase: do planejamento às entregas
Para a diretora do Departamento de Transição Energética do MME, Karina Araújo, o Programa Energias da Amazônia entra agora em uma fase decisiva, voltada à consolidação dos resultados e à ampliação permanente de seus impactos positivos.
Ela destacou que a iniciativa se apoia em quatro instrumentos legais: os leilões de transmissão, o leilão de sistemas isolados, a sub-rogação da Conta de Consumo de Combustíveis (CCC) e o Pró-Amazônia Legal, que orientam diferentes ações no médio e longo prazo. O objetivo, segundo a diretora, é fortalecer sinergias entre políticas públicas e promover o desenvolvimento econômico com foco na melhoria da qualidade de vida da população.
Debates e instituições participantes
Organizado em quatro blocos temáticos — desafios e oportunidades; planejamento; interligação de sistemas isolados e aprimoramentos regulatórios; e aspectos sociais das políticas públicas —, o workshop promove o diálogo sobre conquistas, desafios e perspectivas futuras da transição energética na região.
O evento conta com a participação de instituições como a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), além de ministérios e organizações parceiras nacionais e internacionais.
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