Programa descentraliza verbas, elimina burocracia em pequenos reparos e fortalece a economia dos bairros ao contratar mão de obra local.
A gestão dos recursos financeiros na rede municipal de ensino de Manaus tem passado por mudanças significativas com a consolidação do Proesc (Programa Orçamento na Escola). Nesta segunda-feira (12), o prefeito David Almeida realizou uma visita técnica à escola municipal Maria Rufina de Almeida, no bairro Alvorada, zona Centro-Oeste, para acompanhar a aplicação prática desses recursos. O programa visa dar autonomia aos gestores e agilizar a solução de demandas estruturais cotidianas.
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Criado em 2021, o Proesc alterou a dinâmica administrativa das unidades de ensino. Anteriormente, solicitações para reparos simples, como troca de lâmpadas ou pintura, seguiam um trâmite burocrático centralizado que podia levar meses. Com o modelo atual, as decisões são tomadas dentro da própria escola pelo conselho escolar, sob coordenação do gestor, permitindo uma resposta imediata às necessidades de infraestrutura.
Durante a visita, David Almeida ressaltou a diferença na velocidade de resposta do poder público. Segundo o prefeito, o Proesc elimina o longo caminho que processos simples percorriam, evitando o acúmulo de problemas e o desgaste das instalações. A medida permite que a gestão escolar resolva pendências sem a necessidade de acionar a secretaria para cada pequena demanda.
Impacto econômico e funcionamento do Proesc
Um dos pilares do Proesc é o fortalecimento da economia comunitária. A execução dos serviços de manutenção não recai sobre o corpo docente, mas sim sobre profissionais contratados na própria comunidade onde a escola está inserida. O prefeito destacou que, enquanto o professor planeja e fiscaliza, os trabalhadores do bairro executam a obra, gerando renda local.
Atualmente, o programa atende 501 escolas da rede municipal, alcançando mais de 248 mil alunos. Em 2025, o investimento totalizou R$ 16,1 milhões. O repasse é calculado de forma proporcional, com uma média de R$ 57 por aluno, garantindo equidade na distribuição conforme o porte da unidade escolar.
O secretário municipal de Educação, Júnior Mar, enfatizou que a iniciativa oferece previsibilidade financeira. Com repasses programados, sendo a primeira parcela de 2026 prevista ainda para o primeiro semestre, os gestores conseguem planejar adequações logo no início do ano letivo. Mar define os recursos do Proesc não como gastos, mas como investimento direto na qualidade de vida e no ambiente escolar.
Manutenção preventiva e ambiente pedagógico
Para Cristina Brito, gestora da escola municipal Maria Rufina de Almeida, a autonomia trazida pelo Proesc é fundamental para a manutenção preventiva. A unidade, revitalizada em 2023, utiliza os recursos para evitar que pequenos danos se tornem problemas estruturais graves e custosos.
A gestora explica que a agilidade na compra de materiais e na contratação de serviços, como pintura e reparos elétricos, mantém a escola organizada e propícia ao aprendizado. Além disso, a priorização de prestadores de serviço locais reforça o vínculo entre a instituição de ensino e a comunidade ao redor.
A administração municipal reforça que o Proesc integra um pacote de políticas públicas voltadas para a modernização da educação em Manaus, focando na melhoria das condições de trabalho para os profissionais e no conforto dos estudantes.
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