Manaus – Na manhã desta quinta-feira (15), uma ação da Polícia Civil do Amazonas, batizada de “Operação Meia Verdade”, resultou na prisão de quatro suspeitos de integrar uma organização criminosa especializada em fraudar o sistema de meia-passagem no transporte coletivo de Manaus.
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De acordo com as autoridades, o grupo utilizava as redes sociais para atrair “clientes”, passando-se por instituições de ensino de fachada. O esquema consistia em vender o direito à meia-passagem para pessoas que não eram estudantes e, portanto, não possuíam o benefício legalmente.
O funcionamento a fraude no sistema de meia-passagem
A fraude ocorria na fase inicial do cadastro. Os criminosos inseriam dados falsos no sistema público, vinculando os compradores a escolas fictícias ou inexistentes.
O delegado Charles Araújo explicou que as irregularidades foram detectadas em dezembro de 2025 pelo Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram). A entidade notou um volume atípico de inscrições ligadas a instituições que anunciavam a venda do benefício na internet.
“A fraude foi detectada quando o Sinetram identificou um volume atípico de inscrições vinculadas a escolas, muitas das quais eram fictícias ou inexistentes”, detalhou o delegado.
Impacto financeiro e prejuízos à população
Estima-se que o comércio ilegal tenha movimentado cerca de R$ 3 milhões. No entanto, o impacto nos cofres públicos e no sistema de transporte é ainda maior. Segundo Tarcío Marques, gerente de Operações do Sinetram, o prejuízo relacionado ao pagamento de subsídios – custos que acabam sendo absorvidos pela população – gira em torno de R$ 6 milhões.
“O Sinetram só emite o cartão após autorização do sistema público, o que indica que a fraude acontece no cadastro feito pelas instituições”, afirmou Marques.
Prisões e foragidos
Durante a operação, foram cumpridos nove mandados judiciais em diversos bairros da capital amazonense. Quatro pessoas foram presas temporariamente: dois homens, de 32 e 41 anos, e duas mulheres, de 28 e 29 anos.
A polícia segue em busca de outros dois envolvidos, um deles identificado como Wallace Avelar Rodrigues. As autoridades solicitam que qualquer informação sobre o paradeiro dos suspeitos seja repassada aos canais oficiais de denúncia, como o 181 (SSP-AM) ou o 197 (PC-AM), garantindo o sigilo da identidade.
Os detidos responderão pelos crimes de associação criminosa, estelionato e inserção de dados falsos em sistemas de informação, permanecendo à disposição da Justiça.
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