Nova estrutura do MAPA visa coordenar a luta contra a mosca-da-carambola e proteger a fruticultura nacional de prejuízos económicos e sanitários.
O Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) oficializou, nesta segunda-feira (19), a criação do Centro de Operações de Emergência Agropecuária. A medida tem como objetivo centralizar e coordenar as ações de combate à mosca-da-carambola (Bactrocera carambolae), uma praga que representa uma séria ameaça à fruticultura brasileira. A decisão surge como resposta estratégica ao estado de emergência fitossanitária declarado em 2025.
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Vigilância e prevenção estratégica
A nova estrutura funcionará como um ponto de articulação entre o governo federal, estados, setor privado e outros órgãos públicos. A missão é garantir uma resposta rápida e organizada para evitar a expansão do inseto pelo território nacional.
Embora estados como o Mato Grosso do Sul ainda não registem a ocorrência da praga, a região é considerada “área sensível” devido à sua forte produção de frutas e ao intenso trânsito interestadual de cargas. Órgãos estaduais de defesa sanitária, como a Iagro, têm intensificado a vigilância e as campanhas de orientação para impedir a entrada do inseto.
O perigo da mosca-da-carambola
A Bactrocera carambolae é um inseto pequeno, com cerca de 8 milímetros, mas com grande potencial destrutivo. A praga ataca preferencialmente frutas como manga, goiaba, laranja, jambo, sapoti e, claro, a carambola.
O ciclo de devastação ocorre quando as larvas se desenvolvem no interior do fruto, alimentando-se da polpa. Isso acelera o amadurecimento e causa a queda precoce dos frutos, tornando-os impróprios tanto para o consumo quanto para a comercialização.
Além dos danos diretos na lavoura, a presença da mosca traz graves consequências económicas. A infestação pode levar ao aumento do uso de agrotóxicos, queda na produtividade e, mais gravemente, ao fechamento de mercados internacionais, uma vez que países importadores impõem rigorosas barreiras sanitárias a regiões afetadas.
Como a população pode ajudar
As autoridades reforçam que o combate a esta praga depende da colaboração de todos. As principais recomendações para a população incluem:
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Não transportar frutas de regiões com focos de infestação para outras áreas. Ovos e larvas podem estar presentes no interior dos frutos sem serem notados.
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Manejo correto de frutos caídos: Frutas maduras ou que caíram no chão devem ser recolhidas e colocadas em sacos plásticos. Devem ficar expostas ao sol por sete dias antes de serem descartadas, garantindo a eliminação de possíveis larvas.
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Não interferir em armadilhas: A população não deve mexer nas armadilhas de monitoramento instaladas em árvores frutíferas, pois elas são essenciais para o controle da praga pelos órgãos técnicos.
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