As tendências de remuneração e gestão de pessoas estão redesenhando as estratégias corporativas para 2026, com impactos crescentes da inteligência artificial (IA), escassez de talentos e mudanças nas expectativas dos profissionais em relação à carreira. Especialistas apontam que os modelos tradicionais, baseados apenas em cargos e tempo de casa, estão sendo desafiados por práticas que valorizam impacto, competência e flexibilidade.
Consultorias globais como PwC, Gartner e Deloitte indicam que o uso de IA no ambiente de trabalho não apenas aumenta a produtividade individual, mas também amplia a diferença entre profissionais, pressionando as empresas a adotarem faixas salariais mais amplas e recompensas ligadas a resultados, e não somente à senioridade.
Remuneração vai além do salário: total rewards e mobilidade interna ganham força
Pesquisas da Mercer mostram que o conceito de remuneração está sendo ampliado para incluir crescimento de carreira, flexibilidade e benefícios personalizados, formando o chamado “total rewards”. Embora o salário base continue essencial, o diferencial passa a ser dado por:
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Progressão de carreira transparente;
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Incentivos de curto e longo prazo baseados em desempenho;
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Benefícios personalizados de acordo com a fase da carreira.
Além disso, a mobilidade interna surge como importante resposta à escassez de talentos, exigindo modelos salariais flexíveis que acomodem movimentos laterais e funções temporárias, em vez da tradicional escada vertical de cargos.
Transparência, simplicidade e justiça salarial como pilares
Especialistas ressaltam que a experiência dos colaboradores passou a influenciar diretamente as práticas de remuneração. Profissionais tendem a aceitar combinações de pacotes com maior variável quando percebem coerência entre discurso e prática da empresa. Por isso, as organizações estão focando cada vez mais em:
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Transparência salarial;
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Simplificação de incentivos complexos;
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Remuneração variável alinhada a metas claras.
Liderança e recompensas: novos mecanismos para um papel em transformação
Outro ponto destacado pelos relatórios é o desgaste da liderança intermediária. Para evitar gargalos e perdas de desempenho, empresas estão ajustando sistemas de recompensa para:
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Separar remuneração técnica da gerencial;
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Vincular bônus a métricas de desenvolvimento de equipes;
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Criar trilhas de carreira executiva que não dependam apenas da ampliação de equipes.
Ao mesmo tempo, alertam consultores, essas mudanças devem ser feitas sem criar distorções insustentáveis nos custos ou desequilíbrios internos.
Remuneração estratégica como diferencial competitivo em 2026
Especialistas concordam que remuneração deixou de ser uma função isolada do RH e passou a ser um sistema estratégico de alocação de valor para atrair, reter e desenvolver talentos. Organizações que não atualizarem suas arquiteturas de carreira e incentivos enfrentarão desafios como perda de talentos, aumento de custos e menor capacidade de execução.
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