Brasil e Índia firmaram neste sábado (21) três parcerias estratégicas voltadas ao desenvolvimento produtivo de medicamentos essenciais. O objetivo principal é garantir a oferta dos fármacos pertuzumabe, dasatinibe e nivolumabe, utilizados no tratamento de pacientes com câncer pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Os acordos foram selados durante missão presidencial em Nova Delhi.
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De acordo com o Ministério da Saúde, a iniciativa contempla terapias contra câncer de mama, pele e leucemias. No primeiro ano de execução, o investimento brasileiro será de R$ 722 milhões, com uma projeção de alcançar R$ 10 bilhões em uma década para viabilizar a fabricação e a distribuição desses insumos em solo nacional.
Tecnologia e autonomia na produção de medicamentos
As parcerias vão além do fornecimento imediato e focam na internalização da produção tecnológica em laboratórios públicos e privados brasileiros. Essa medida visa reduzir a dependência de importações e garantir a estabilidade dos estoques. A fabricação local é vista pelo Ministério da Saúde como um passo fundamental para ampliar o acesso da população a tratamentos de alta complexidade.
Atualmente, os produtos farmacêuticos figuram entre os principais itens importados da Índia pelo Brasil. Em 2024, o volume de importações desse setor atingiu US$ 7,3 bilhões, reforçando a importância da cooperação com o país asiático, que é um dos maiores parceiros comerciais do Brasil após a China.
Cooperação bilateral e inteligência artificial na saúde
Além dos fármacos oncológicos, os países prorrogaram por mais cinco anos a cooperação bilateral em saúde. O novo termo abrange áreas como inovação produtiva, telessaúde e o uso de inteligência artificial. Instituições como a Anvisa e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) também firmaram memorandos para troca de informações regulatórias e pesquisa de medicamentos estratégicos.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou que os acordos permitem a transferência de tecnologia, o que fortalece a indústria nacional e gera novos empregos. Para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a união entre as duas nações reforça a soberania sanitária e a equidade no acesso a tratamentos no âmbito internacional.
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