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Defesa diz que Bolsonaro não violou proibição do STF sobre redes sociais

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A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro afirmou, nesta terça-feira (22), ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que não houve descumprimento da medida cautelar que proíbe o uso de redes sociais. A manifestação foi enviada após Moraes dar prazo de 24 horas para que Bolsonaro se explicasse, em razão da publicação de conteúdos relacionados a ele em perfis de terceiros.

Segundo os advogados, Bolsonaro não tem controle sobre publicações feitas por outras pessoas e pediu que o STF esclareça se a restrição imposta também inclui a concessão de entrevistas, cujos trechos podem ser compartilhados em plataformas digitais.

“A fim de que não haja qualquer equívoco na compreensão da extensão pretendida pela medida cautelar imposta, requer-se que a decisão seja esclarecida, especialmente quanto à proibição de utilização de mídias sociais e se ela se estende à concessão de entrevistas”, argumentou a defesa.

A cautelar foi determinada no inquérito que investiga supostas ações golpistas envolvendo o deputado federal Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente. As medidas visam impedir que os investigados articulem ataques às instituições democráticas ou interfiram na apuração dos fatos.

Na segunda-feira (21), Moraes advertiu que o descumprimento da proibição pode resultar na prisão preventiva de Bolsonaro. As redes sociais do ex-presidente haviam publicado links de entrevistas concedidas por ele, o que motivou o alerta do ministro.

Durante visita à Câmara dos Deputados, na tarde de segunda-feira, Bolsonaro exibiu a tornozeleira eletrônica — uma das medidas cautelares impostas — e concedeu entrevista à imprensa. As imagens circularam amplamente em perfis de redes sociais e veículos de comunicação.

Veja as medidas cautelares impostas contra Bolsonaro:

  • Uso obrigatório de tornozeleira eletrônica;
  • Recolhimento domiciliar noturno (19h às 6h) e integral aos fins de semana e feriados;
  • Proibição de se aproximar de embaixadas e consulados de países estrangeiros;
  • Proibição de manter contato com autoridades e embaixadores estrangeiros;
  • Proibição de uso de redes sociais, direta ou indiretamente;
  • Proibição de contato com Eduardo Bolsonaro e outros investigados envolvidos nos núcleos da suposta trama golpista.

Com informações da Agência Brasil*

Leia mais:
Bolsonaro tem até a noite de hoje (22) para explicar descumprimento de medidas
Bolsonaro pode ser preso se divulgar entrevista em rede social
Luiz Fux vota contra, mas STF forma maioria para manter Bolsonaro de tornozeleira

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