Novo ministro defende democratização do lazer e reforça laços entre Governo Lula e lideranças do Congresso Nacional
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva oficializou, nesta terça-feira (23), a posse de Gustavo Feliciano como o novo titular do Ministério do Turismo. A cerimônia, realizada no Palácio do Planalto, marcou não apenas uma troca de comando na pasta, mas também um movimento estratégico de realinhamento político do governo federal. Em seu primeiro discurso, Gustavo Feliciano delineou uma gestão voltada para a democratização do acesso ao lazer, enfatizando que o turismo no Brasil deve ser uma ferramenta de justiça social e não um privilégio exclusivo das classes mais abastadas.
Ao assumir o compromisso diante de autoridades e parlamentares, Gustavo Feliciano foi enfático ao declarar que o setor precisa voltar seus olhos para a maioria da população. “Não pode ser só de rico”, pontuou o ministro, defendendo que eventos e destinos turísticos devem gerar emprego, renda e alegria para quem ganha menos. Para Gustavo Feliciano, o ato de viajar e desfrutar de momentos de lazer em família é um indicador crucial de avanço social. Ele argumentou que a felicidade não deve ser condicionada à classe social, mas sim tratada como um direito acessível a todos os trabalhadores brasileiros.
Articulação política e apoio do Legislativo
A nomeação de Gustavo Feliciano reflete uma costura política complexa envolvendo o Palácio do Planalto e o partido União Brasil. A cerimônia foi prestigiada por diversas lideranças, com destaque para o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o governador da Paraíba, João Azevêdo. A presença massiva de parlamentares sinaliza o peso político que Gustavo Feliciano traz para a Esplanada, atuando como um elo entre o Executivo e o Legislativo.
Durante seu pronunciamento, Gustavo Feliciano fez questão de agradecer à ala do União Brasil que avalizou sua indicação, citando nominalmente o líder Pedro Lucas. O novo ministro ressaltou seu desejo de buscar harmonia e soluções para os desafios nacionais. Em um gesto de deferência, dirigiu palavras especiais a Hugo Motta, classificando-o como uma liderança incontestável não apenas da Paraíba, mas de todo o Brasil. Segundo Gustavo Feliciano, sua própria ascensão ao ministério é um reflexo direto da liderança discreta e forte exercida pelo presidente da Câmara.
Em resposta, Hugo Motta garantiu que o Congresso Nacional não faltará à gestão de Gustavo Feliciano. O parlamentar prometeu empenho na destinação de recursos e ações que fortaleçam o turismo nacional. Motta elogiou a sensibilidade política do presidente Lula ao acolher a indicação de Gustavo Feliciano, destacando a capacidade do governo de agregar diferentes forças políticas, mesmo após um ano marcado por embates e desafios legislativos.
Perfil técnico e trajetória do novo ministro
Natural de Campina Grande, na Paraíba, Gustavo Feliciano traz em sua bagagem a experiência de gestão pública estadual. Formado em Direito, ele comandou a Secretaria de Turismo e Desenvolvimento Econômico da Paraíba entre 2019 e 2021, durante o governo de João Azevêdo. Sua trajetória política é também familiar: ele é filho do deputado federal Damião Feliciano (União-PB) e da vice-governadora da Paraíba, Lígia Feliciano.
Essa experiência prévia no executivo estadual é vista como um trunfo para que Gustavo Feliciano consiga destravar pautas importantes do setor em nível federal, aliando conhecimento técnico à necessária habilidade de negociação política que o cargo exige.
Contexto da sucessão e cenário partidário
A chegada de Gustavo Feliciano ao primeiro escalão ocorre em substituição a Celso Sabino, que deixou o cargo na semana anterior. A troca foi motivada por uma requisição do partido União Brasil, que reivindicou a vaga na pasta. A situação de Sabino tornou-se insustentável após ele ter sido expulso da legenda por decidir permanecer no governo contrariando uma determinação partidária de setembro, época em que o partido havia sinalizado afastamento da base de apoio de Lula.
No entanto, o cenário atual aponta para uma reaproximação estratégica. A saída de Sabino e a entrada de Gustavo Feliciano foram seladas em reuniões de cúpula com a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann. Com a mudança, Sabino retoma seu mandato de deputado federal, já vislumbrando uma candidatura ao Senado no próximo ano, enquanto Gustavo Feliciano assume a missão de pacificar a relação com o partido e impulsionar o turismo brasileiro sob uma nova ótica social.
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