A Biblioteca Braille do Amazonas abriu as portas para a exposição sensorial “A Rota do Guaraná”, uma mostra inclusiva que celebra o aniversário de 356 anos de Manaus e valoriza a cultura tradicional de Maués, conhecida como a “Terra do Guaraná”.
Idealizada pela fotógrafa e produtora cultural Aline Fidelix, a mostra reúne oito obras táteis, que podem ser tocadas, vistas e ouvidas. As imagens retratam o cotidiano dos agricultores, as paisagens e os símbolos do guaraná amazônico. O projeto foi adaptado pela Biblioteca Braille com o uso de legendas em tinta e braille, além de QR Codes com audiodescrição, garantindo uma experiência completa para pessoas com deficiência visual.
A exposição, promovida pelo Governo do Amazonas por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, pode ser visitada até o dia 29 de outubro no Bloco C do Sambódromo de Manaus, das 9h às 17h. Entre 30 de outubro e 2 de novembro, a mostra estará no Centro de Convenções Vasco Vasques, durante a Feira de Livros do Sesc.
Segundo Gilson Mauro, gerente da Biblioteca Braille, o projeto reforça o compromisso da instituição com a acessibilidade:
“Trabalhamos há 26 anos com inclusão. E celebrar o aniversário de Manaus com uma exposição acessível é uma forma de mostrar que todos têm o direito de sentir e vivenciar a arte.”
O processo de adaptação das obras levou 12 dias e contou com o envolvimento da equipe técnica da Biblioteca. As fotografias, produzidas por Bruno Kelly, Larissa Gainete, Aline Fidelix e Isabela Lorenzoni, receberam versões táteis que representam desde os cachos maduros do guaraná até o trabalho dos agricultores e as expressões das crianças de Maués.
Entre as obras expostas estão “Olhos de Guaraná”, “Cacho de Guaraná Maduro” e “Guaraná torrado nas mãos do agricultor”.
A artista e visitante Marselha Cauper, que tem deficiência visual, destacou a importância da iniciativa:
“Foi a primeira vez que pude compreender uma fotografia pelo toque. A audiodescrição e o braille me permitiram imaginar as imagens. É como enxergar com as mãos.”
Para Aline Fidelix, tornar o projeto acessível deu novo significado à arte:
“A Rota do Guaraná nasceu para mostrar a força e a magia de Maués. Com a acessibilidade, o público agora pode sentir essa cultura com todos os sentidos.”
Leia mais:
Guaraná: o novo potencial amazônico
Cidade do Amazonas é famosa pela produção de guaraná
Sabores amazônicos: opções de chocolate regional e sustentável
Siga nosso perfil no Instagram, Tiktok e curta nossa página no Facebook
📲Quer receber notícias direto no celular? Entre no nosso grupo oficial no WhatsApp e receba as principais notícias em tempo real. Clique aqui.

