O mutirão Agora Tem Especialistas iniciou nesta quarta-feira, 25 de fevereiro, uma importante etapa de atendimentos voltada às comunidades indígenas do Alto Rio Negro, no noroeste do Amazonas. A iniciativa do Governo Federal, coordenada pelo Ministério da Saúde, tem como meta realizar cerca de 2 mil procedimentos especializados até o dia 6 de março. O foco principal é a redução das filas de espera por consultas e exames de média e alta complexidade, atendendo a uma das regiões mais isoladas do território brasileiro.
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A ação concentra a maior parte de suas atividades no Hospital de Guarnição de São Gabriel da Cachoeira. No entanto, para garantir que o cuidado alcance quem mais precisa, equipes médicas também atuarão de forma itinerante, visitando aldeias próximas. A expectativa é que aproximadamente 60 cirurgias sejam realizadas durante este período, fortalecendo a rede de assistência à saúde em locais onde o acesso geográfico é um desafio constante.
Especialidades médicas e procedimentos no Amazonas
A oferta de serviços abrange áreas fundamentais para o bem estar da população local. Estão previstas consultas em Clínica Médica, Pediatria, Ortopedia, Ginecologia e Obstetrícia. Além das avaliações clínicas, o mutirão executará cirurgias ginecológicas, ortopédicas e gerais, classificadas como de baixa e média complexidade. Essa mobilização conta com o suporte técnico do Hospital Israelita Albert Einstein e a parceria da Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS.
Na frente de Oftalmologia, o programa estruturou um fluxo completo de atendimento. Os pacientes passam por triagem, exames prévios e consulta com especialistas para a prescrição de óculos. Nos casos em que lentes pré-fabricadas atendem à necessidade do paciente, a entrega é feita na hora. Para lentes personalizadas, o prazo de recebimento é de até 30 dias. Casos mais complexos, como indicações de cirurgia de catarata, pterígio ou tratamento de glaucoma, são devidamente encaminhados para acompanhamento permanente via DSEI Alto Rio Negro.
Impacto do Agora Tem Especialistas na saúde indígena
O Distrito Sanitário Especial indígena (DSEI) Alto Rio Negro é responsável pelo atendimento de mais de 26 mil pessoas, espalhadas por 653 aldeias. O mutirão atual prioriza os polos base de Juruti, Balaio, Ilha das Flores e Taperera. A diversidade cultural da região também é um ponto de atenção, com a assistência chegando a povos das etnias Yanomami, Tukano, Baniwa, Desana e Baré.
Ricardo Weibe Nascimento Costa, secretário de Saúde Indígena, ressalta que o planejamento foi desenhado para oferecer um ciclo de cuidado integral. Isso significa que o paciente indígena não recebe apenas a consulta isolada, mas conta com avaliação pré-operatória e suporte no pós-operatório. O objetivo central é garantir a segurança clínica e evitar que esses pacientes precisem realizar deslocamentos exaustivos para centros urbanos distantes em busca de tratamento.
Continuidade da assistência e capacitação profissional
Além do atendimento direto à comunidade, o projeto investe na qualificação da rede local. Estão sendo ministrados cursos de Suporte Avançado de Vida no Trauma para os profissionais do hospital e treinamentos em Emergências Obstétricas para as equipes que atuam no DSEI. Essa transferência de conhecimento assegura que o legado da missão permaneça na região após o encerramento do mutirão.
O cronograma do Ministério da Saúde prevê que essas missões sejam recorrentes, ocorrendo a cada 18 ou 24 meses. Já existem novas etapas planejadas para julho de 2026 e ao longo de 2027. Essas futuras ações devem ampliar o alcance para comunidades como Iauaretê, São Joaquim, Camanaus e Pari Cachoeira, consolidando uma presença constante do Estado na saúde indígena do Amazonas.
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