O espetáculo de palhaçaria Sarau do Feupuudo será apresentado nesta quarta-feira, 25 de fevereiro, em uma sessão especial no palco do Teatro Amazonas. Com início marcado para as 20h, a montagem solo oferece classificação livre e entrada franca, consolidando-se como uma opção cultural acessível para as famílias manauaras. O projeto conta com o suporte institucional do Governo do Amazonas, articulado pela Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa.
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A obra, que já percorreu diversas capitais brasileiras, incluindo Belém, Macapá e São Luís, retorna a Manaus após uma trajetória de sucesso em festivais nacionais. O reconhecimento da crítica e do público foi selado durante o Festival de Teatro da Amazônia, onde a produção conquistou as premiações de Melhor Ator e Melhor Espetáculo na Mostra Competitiva Jurupari Infâncias de 2025.
A arte do riso e a inclusão por meio da Libras
Diferente das apresentações convencionais, esta montagem introduz um personagem singular. O protagonista é um palhaço silencioso e de temperamento difícil que estabelece sua comunicação com a plateia de forma visual. A utilização de gestos e da Língua Brasileira de Sinais (Libras) é um dos pilares da narrativa, permitindo que a mensagem poética alcance diferentes públicos e promova a inclusão dentro do ambiente teatral.
Ao organizar o seu sarau particular, o personagem convida os espectadores a testemunharem suas habilidades, que transitam entre a comédia física e a sensibilidade. Esse formato interativo transforma a plateia em parte integrante da encenação, criando um ambiente de troca e reflexão sobre a conexão humana e as nuances da convivência social.
Marcos Efraim e a construção do personagem underground
O artista por trás da obra é Marcos Efraim, ator e acadêmico de Teatro pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA). Com uma trajetória iniciada em 2018, Efraim dedicou-se ao estudo profundo da arte clownesca, integrando coletivos importantes como Acadêmicos da Alegria e Roda na Praça. Segundo o intérprete, a concepção do protagonista foge do óbvio ao apresentar uma estética urbana e marginalizada.
O personagem é descrito como um clássico clown de rua, explorando números de dança, mímica e intervenções musicais. O objetivo é colocar o espectador no centro das atenções, revertendo a lógica tradicional do palco e convidando o público a mergulhar em um universo imprevisível. Para o ator, a performance busca resgatar o encantamento lúdico que o circo exerce, especialmente sobre as crianças, mantendo a sofisticação técnica exigida pelos grandes palcos.
Democratização da cultura no palco histórico de Manaus
A volta do espetáculo ao Teatro Amazonas reforça as políticas de democratização do acesso às artes cênicas no estado. Ao oferecer uma apresentação sem custos de bilheteria, o evento permite que diversos estratos da sociedade ocupem um dos monumentos mais significativos da região para prestigiar a produção local de alta qualidade.
A mistura entre a comicidade rústica do palhaço e a imponência do teatro centenário cria um contraste que enriquece a experiência estética. Entre trapalhadas e momentos de pura poesia visual, a montagem reafirma a força da comunicação não verbal como ferramenta de transformação cultural e lazer educativo para todas as idades.
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