O Palacete Provincial, localizado no Centro Histórico de Manaus, será palco da abertura da exposição “Amazônia Preta”, neste sábado (1º/11), a partir das 10h. A mostra inaugura o Mês da Consciência Negra na capital e é parte do projeto “Pretoberâncias”, selecionado pelo Edital Povo Negro – Lei Aldir Blanc nº 10/2024, com apoio do Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa.
A programação de abertura contará com um cortejo do Maracatu Pedra Encantada, que percorrerá a Praça Heliodoro Balbi até o Palacete, convidando o público a uma experiência coletiva de arte, ancestralidade e celebração da cultura afro-amazônica.
“Amazônia Preta” propõe mais do que uma exposição: é um ato de visibilidade e reafirmação da presença negra na região amazônica. A iniciativa, orientada pelo conceito de Pretoberâncias que simboliza o transbordamento criativo da negritude amazônida reúne obras produzidas durante uma residência artística marcada pela troca de saberes e pela construção coletiva.
Entre os destaques está a intervenção inédita na fachada do Palacete, intitulada “Gigantes da Memória”. Nas 17 janelas do prédio histórico, o público poderá conhecer ilustrações de personalidades negras da Amazônia que se destacaram nas artes, educação, ciência e cultura, transformando o espaço em um marco simbólico de resistência e memória.
A exposição conta com a participação de artistas como Anete Valdevino, Daniel Esteves, Ducoq, Yires, Shek, Lima, Ecto, Vic, Sìsí Rolim, Toró, Vivian Evangelista, Joe Maia, Subproduto, Geci, Flora e Dayo Nascimento, além de participações especiais de Bruno Souza, Bina, Áquila Muniz, Junior Gonçalves, Ventinho, Rana Mariwo e Maracatu Pedra Encantada.
A curadoria é assinada por Marcelo Rufi, com projeto visual de Manuo e montagem de Haisha, Estevan Leandro e William Nascimento. O registro fotográfico é de Edvando Alves e André Cavalcante Pereira, e a consultoria de acessibilidade ficou a cargo de Henry Martínez Hernández, garantindo inclusão e acesso democrático à arte.
Com “Amazônia Preta”, o Palacete Provincial se transforma em um espaço de pertencimento, ressignificando o Centro Histórico de Manaus e destacando a potência da arte negra amazônida como instrumento de memória, resistência e transformação social.
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