Eliza e Yasmin seguirão com atendimento domiciliar e acompanhamento especializado
As gêmeas siamesas Eliza Vitória e Yasmin Vitória retornaram neste domingo (10/08) ao Amazonas, após 107 dias internadas no Hospital Estadual da Criança e do Adolescente (Hecad), em Goiânia (GO), onde passaram por cirurgia de separação no dia 13 de maio. As irmãs nasceram em abril, na Maternidade Ana Braga, referência em partos de alto risco, e continuarão recebendo cuidados da rede estadual de saúde até voltarem para a casa dos pais, no interior do Pará.
Apoio e acompanhamento especializado
Ao desembarcarem no Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, em Manaus, as meninas foram recepcionadas pelo pai, Marcos Oliveira, e por equipes do programa Melhor em Casa, que oferece atendimento domiciliar a pacientes desospitalizados que ainda necessitam de cuidados. Elas receberão acompanhamento ambulatorial com cardiopediatra, atendimento multiprofissional e suplementação nutricional, conforme recomendação médica.

Coordenação entre estados para atendimento
A secretária de Estado de Saúde, Nayara Maksoud, destacou que o caso representa um exemplo de integração entre os sistemas de saúde do Amazonas e de Goiás, garantindo atendimento rápido e especializado. Desde o parto, o Governo do Amazonas disponibilizou suporte médico e técnico, envolvendo mais de 100 profissionais. Exames no Hospital Francisca Mendes definiram o Hecad como o local ideal para a cirurgia, por ser referência nacional em pediatria de alta complexidade.
Cirurgia de separação bem-sucedida
O procedimento foi realizado pelo cirurgião pediátrico Zacharias Calil, especialista nesse tipo de intervenção há mais de 25 anos. As irmãs, diagnosticadas como toracoonfalópagas — unidas pelo tórax e abdômen, compartilhando o fígado — nasceram com 2,4 kg cada. Após o parto, permaneceram sob cuidados em Manaus até a transferência para Goiânia, feita em UTI aérea do programa Aeromédico.
Tempo de internação
No Hecad, Eliza ficou 60 dias na UTI e 47 na enfermaria. Já Yasmin permaneceu 67 dias na UTI e 40 na enfermaria, totalizando 107 dias de internação até a alta e o retorno para o Amazonas.
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