O presidente Luiz Inácio Lula da Silva iniciou nesta quinta-feira (2) uma visita de dois dias a Belém para inspecionar o andamento das obras de infraestrutura da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), que será realizada em novembro de 2025. A agenda inclui inaugurações e vistorias técnicas em projetos que devem deixar legado para a capital paraense, mas ocorre em um cenário de turbulência política e de dificuldades logísticas na preparação do evento.
Obras em estágio avançado
Acompanhado pelo governador Helder Barbalho e outras autoridades, Lula visitou a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Una e inaugurou o Parque Linear da Nova Doca. Nesta sexta-feira (3), a programação prevê a inspeção das obras de macrodrenagem do Canal da União, do complexo cultural e de bioeconomia Porto Futuro II e, principalmente, do Parque da Cidade.
Com mais de 500 mil metros quadrados, o Parque da Cidade sediará as principais atividades da conferência e já tem 93% das obras concluídas. Outros projetos, como o Porto Futuro II e o Parque Linear da Nova Doca, também estão acima de 90% de execução, indicando avanço significativo na preparação da cidade.
Crise política na comitiva
A visita ocorre em meio à saída do ministro do Turismo, Celso Sabino, que acompanha o presidente por ser natural do Pará. Sabino entregou a carta de demissão após a decisão da federação formada por União Brasil e Progressistas (PP) de deixar a base do governo no Congresso. Lula pediu que ele permanecesse no cargo até o fim da agenda no estado. A mudança representa mais um desafio para a articulação política do governo.
Hospedagem preocupa delegações
Apesar do avanço das obras, a maior preocupação segue sendo a hospedagem. A oferta de leitos é considerada insuficiente e os preços altos têm gerado reclamações de dezenas de delegações internacionais. Países em desenvolvimento e pequenos estados insulares alertaram que os custos podem comprometer sua participação, colocando em risco a representatividade da COP30.
O governo federal estuda alternativas, como o uso de navios de cruzeiro, adaptação de escolas e a criação de uma plataforma oficial de reservas. Também foi anunciada uma força-tarefa para mediar reclamações.
Investimentos e legado
Ao todo, a COP30 está impulsionando cerca de R$ 4 bilhões em investimentos, com mais de 40 obras em andamento em Belém. Além de garantir a realização da conferência, o governo aposta que os projetos de saneamento, mobilidade e revitalização urbana deixarão um legado permanente para a população.
Entre avanços visíveis na infraestrutura e pressões políticas e logísticas, Belém se prepara para sediar o maior evento climático do mundo.
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