Etapa complementar envolve exames e entrevistas em todo o país e segue até fevereiro
O serviço militar feminino iniciou sua etapa decisiva nesta segunda-feira, dia 12 de janeiro. Trata-se do processo de seleção complementar para o alistamento voluntário, conforme informado pelo Ministério da Defesa. O prazo para esta fase segue até o dia 20 de fevereiro em todo o território nacional, embora as datas específicas possam variar de acordo com o cronograma de cada Força Armada.
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Esta iniciativa conjunta é considerada um marco histórico na ampliação do ingresso de mulheres nas fileiras da Marinha, do Exército e da Força Aérea Brasileira. Segundo a pasta, a medida reflete um esforço de modernização e inclusão dentro das instituições de defesa do país.
Detalhes sobre o serviço militar feminino e a seleção
Durante esta fase de seleção complementar, as candidatas passarão por novos exames clínicos e entrevistas. Além disso, haverá a avaliação de atributos técnicos e do preparo físico, que são requisitos fundamentais para a formação militar.
As convocadas devem verificar a programação específica diretamente na unidade da Força para a qual foram designadas, através do site oficial do alistamento. O Ministério da Defesa ressalta que, após o ato oficial de incorporação, o serviço se torna de cumprimento obrigatório, regido pela Lei nº 4.375/1964 e pelo Decreto nº 57.654/1966. É importante notar que tanto homens quanto mulheres incorporados nesta modalidade não terão estabilidade na carreira militar.
Vagas e distribuição
Ao todo, são oferecidas 1.467 oportunidades distribuídas da seguinte forma:
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Exército: 1.010 vagas
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Força Aérea: 300 vagas
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Marinha: 157 vagas
As vagas abrangem 51 municípios em 13 estados e no Distrito Federal. A previsão é que a incorporação das selecionadas ocorra em 2026, dividida em dois períodos, sendo o primeiro de 2 a 6 de março e o segundo de 3 a 7 de agosto. Na Marinha, o ingresso será como marinheiro-recruta, enquanto no Exército e na Força Aérea, a patente será de soldado.
Os dados mostram um interesse crescente: em 2025, o alistamento superou 1 milhão de registros no total, com cerca de 34 mil inscrições de mulheres voluntárias para o recrutamento. O alistamento permite que as Forças Armadas renovem seus efetivos anualmente, garantindo uma reserva estratégica para a mobilização nacional.
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