A Companhia de Gás do Amazonas (Cigás) aprovou seu novo Plano de Negócios para o período entre 2026 e 2030. Com um aporte financeiro de R$ 286 milhões, a concessionária projeta um crescimento robusto na infraestrutura de distribuição e comercialização de gás natural no Amazonas. O documento, validado pelo Conselho Administrativo, reforça o papel da empresa na transição energética e no desenvolvimento econômico regional.
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De acordo com Clovis Correia Junior, diretor Técnico Comercial da companhia, a meta principal é consolidar o mercado local e superar a marca de 50 mil unidades consumidoras até o final desta década. Atualmente, a Cigás atende mais de 28 mil clientes em diversos segmentos, como industrial, residencial e veicular.
Expansão de gás natural no Amazonas e conclusão de obras estratégicas
O plano prevê a construção de 126 quilômetros de novos gasodutos nos próximos cinco anos. Um dos destaques do cronograma é a conclusão do gasoduto Norte Leste ainda em 2026. Esta obra é considerada uma das maiores do setor urbano no Brasil e terá 34,5 quilômetros de extensão total, sendo que 21 quilômetros já foram executados.
A nova infraestrutura permitirá a conexão de diversos perfis de usuários, desde usinas termelétricas e indústrias até postos de combustíveis e conjuntos habitacionais. Além de ampliar o alcance, a interligação de gasodutos tronco existentes trará maior segurança e flexibilidade operacional para todo o sistema de distribuição.
Projetos para eficiência energética e sustentabilidade portuária
Entre as prioridades estratégicas está a interligação da Usina Termelétrica (UTE) Manaus 01, localizada no Distrito Industrial. O projeto visa aumentar a estabilidade no fornecimento de energia elétrica para a capital amazonense.
Outra iniciativa relevante é a parceria com o Super Terminais para a implantação de uma usina de gás natural voltada a operações portuárias. Com um gasoduto específico de 3,5 quilômetros, a estrutura abastecerá guindastes elétricos. A mudança elimina o consumo de óleo diesel e evita a emissão anual de cerca de 17 mil toneladas de dióxido de carbono na atmosfera.
Benefícios econômicos e redução de custos para o consumidor
O uso do gás natural no Amazonas apresenta vantagens competitivas significativas em termos de economia. Dados da concessionária indicam que a substituição de outros combustíveis pode gerar reduções de custos de até 58% para a indústria e 54% para o segmento veicular. No comércio e nas residências, a economia estimada gira em torno de 52% e 51%, respectivamente.
Além do aspecto financeiro, o impacto ambiental é positivo. Entre 2010 e 2023, a troca de óleo combustível por gás natural na geração de eletricidade evitou que mais de 6 milhões de toneladas de carbono fossem lançadas no meio ambiente, consolidando a fonte como uma alternativa mais limpa para a matriz energética amazonense.
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