Bolsonaro recebeu alta médica e deixou o Hospital DF Star, em Brasília, no final da tarde desta quinta-feira (1º). O comboio, composto por batedores da Polícia Militar do Distrito Federal e carros pretos descaracterizados, saiu da garagem da unidade de saúde, localizada na Asa Sul, por volta das 18h40. O destino foi a Superintendência da Polícia Federal, situada a poucos quilômetros dali, onde o ex-presidente cumpre pena desde novembro.
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Internado desde o dia 24 do mês passado, ele foi submetido a uma cirurgia de hérnia inguinal bilateral. Após o procedimento cirúrgico, a equipe médica precisou avaliar e realizar intervenções adicionais para controlar um quadro persistente de soluços. Na quarta-feira (31), uma endoscopia confirmou a continuidade de esofagite e gastrite, mas a melhora na crise de soluços permitiu a programação da alta para hoje.
O retorno de Bolsonaro à carceragem
Com a liberação assinada pelos médicos, Bolsonaro volta a ocupar sua cela na Superintendência da Polícia Federal. Ele está detido no local desde novembro de 2025, após ter sido condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por envolvimento em trama golpista.
A rotina de cuidados médicos, no entanto, deverá continuar dentro da unidade prisional. Documentos judiciais reforçam que permanece autorizado o acesso integral da equipe médica do ex-presidente, incluindo a visita de um fisioterapeuta e a administração dos medicamentos necessários. Além disso, a entrega de refeições produzidas por familiares continua permitida.
Decisão de Moraes e o pedido da defesa de Bolsonaro
Horas antes da alta hospitalar, na manhã desta quinta-feira, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou um pedido apresentado pela defesa de Bolsonaro. Os advogados solicitavam a conversão da pena para prisão domiciliar de natureza humanitária, visando o período pós-operatório.
Em sua decisão, Moraes avaliou que a defesa não apresentou “fatos supervenientes que pudessem afastar os motivos determinantes da decisão de indeferimento do pedido de prisão domiciliar humanitária proferida no dia 19 de dezembro de 2025”. Dessa forma, o ex-mandatário segue cumprindo a pena em regime fechado na sede da corporação em Brasília.
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