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Polícia Civil desarticula ataque terrorista planejado pela “Geração Z”

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O combate a um ataque terrorista mobilizou as forças de segurança do Rio de Janeiro e de São Paulo nesta segunda-feira, 2 de fevereiro. Através de uma ação coordenada, a Polícia Civil conseguiu frustrar planos de atentados com artefatos explosivos que visavam prédios públicos e locais de grande circulação de pessoas. As investigações apontam que o grupo extremista, autodenominado “Geração Z”, utilizava redes sociais para organizar atos antidemocráticos e disseminar manuais de fabricação de bombas caseiras.

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Operação Break Chain e as prisões no Rio de Janeiro

No Rio de Janeiro, a Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI) deflagrou a Operação Break Chain. A investigação revelou que o grupo planejava ataques iminentes contra a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Três pessoas foram presas preventivamente, mas o alcance da rede é muito maior: 17 indivíduos estão sob investigação direta da polícia fluminense.

Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj)

Durante o cumprimento de dezenas de mandados de busca e apreensão na capital, região metropolitana e interior do estado, os agentes encontraram materiais que comprovam a preparação para o caos social. Entre os itens apreendidos estavam orientações detalhadas para a confecção de coquetéis molotov e bombas caseiras carregadas com pregos e bolas de gude, projetadas para maximizar o dano físico em manifestações violentas.

Embora o grupo se descrevesse como um movimento “apartidário e anticorrupção”, o conteúdo interceptado pela inteligência policial mostrava uma realidade distinta: incitação direta ao terrorismo, ataques a autoridades estatais e planos para sabotar estruturas de telecomunicações.

Prisões na Avenida Paulista e o monitoramento em São Paulo

Simultaneamente, em São Paulo, o Núcleo de Observação e Análise Digital (Noad) e a Divisão de Crimes Cibernéticos (DCCiber) identificaram uma célula do mesmo grupo que pretendia agir na Avenida Paulista. Cinco suspeitos foram detidos em frente ao Museu de Arte de São Paulo (Masp), no Parque Trianon, no exato momento em que a manifestação deveria começar.

Cinco suspeitos de integrar o grupo que planejava um ataque na Avenida Paulista foram detidos já no Parque Trianon. Foto: Reprodução

Um homem de 26 anos foi preso em flagrante portando óleo de motor, garrafas de vidro e isqueiros. Segundo o boletim de ocorrência, ele admitiu que os itens seriam usados para fabricar explosivos, alegando “autodefesa”. Outros quatro suspeitos foram levados ao 78º DP (Jardins) com sinalizadores e cartazes da “Manifestação Gen Z Acorda Brasil”. No total, 12 pessoas foram conduzidas para prestar esclarecimentos no estado de São Paulo.

O secretário da Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite (Nico Gonçalves), destacou a importância da antecipação:

“É um trabalho de inteligência para chegar na frente. Eles não tinham uma pauta clara, o objetivo era puramente tumultuar e realizar um tipo de atentado.”

Uma rede nacional com milhares de integrantes

O impacto social desta operação reside na escala da organização. De acordo com o delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo, Artur Dian, o grupo monitorado faz parte de uma rede nacional que reúne cerca de 8 mil participantes em ambientes virtuais. Desses, cerca de 600 estavam focados especificamente na logística dos ataques na capital paulista.

A investigação apurou que os líderes do grupo forneciam um “manual de instrução” para os ataques, que incluía desde táticas para identificar policiais infiltrados até vídeos tutoriais sobre o lançamento de explosivos improvisados. Os envolvidos agora respondem por crimes graves, incluindo:

  • Incitação ao crime;

  • Associação criminosa;

  • Posse e fabricação de artefatos explosivos.

O monitoramento continua para identificar outras lideranças e evitar que novos focos de radicalização se convertam em ações violentas em outros estados brasileiros, mantendo a ordem pública e a segurança das instituições democráticas.

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