Nova estrutura faz parte do Programa Ouro Alvo e reforça ações de inteligência contra crimes ambientais e financeiros
Ouro foi o destaque das discussões e iniciativas apresentadas pela Polícia Federal nesta terça-feira, 2/12, durante a abertura do 2º Seminário Internacional sobre Atividades Ilícitas e Rastreabilidade na Cadeia de Suprimentos do Ouro, realizado na Diretoria Técnico-Científica (DITEC), em Brasília. O evento reúne instituições nacionais e internacionais para debater estratégias de enfrentamento ao garimpo ilegal e aprimorar ferramentas de rastreabilidade mineral.
A solenidade contou com autoridades como o Diretor Técnico-Científico da PF, Roberto Reis; o Diretor Substituto de Meio Ambiente e Amazônia, Renato Madsen; a diretora do UNODC no Brasil, Elena Abbati; além de representantes do Serviço Geológico do Brasil, IBRAM, BNDES e da Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais. Também participou o deputado Keniston Braga, da Frente Parlamentar da Mineração Sustentável.
Laboratório de microscopia eletrônica reforça investigações sobre garimpo ilegal
Durante o seminário, foi inaugurado o Laboratório de Microscopia Eletrônica do Programa Ouro Alvo, considerado um marco para ampliar a capacidade do Estado brasileiro de rastrear a origem de ouro apreendido. A nova unidade permitirá análises avançadas para subsidiar investigações sobre crimes ambientais, lavagem de dinheiro e ilícitos transnacionais.
O laboratório recebeu investimento de aproximadamente R$ 10 milhões do Fundo Amazônia, gerido pelo BNDES. Os equipamentos ampliarão a precisão e a eficiência dos exames periciais que identificam a procedência do metal.
Seminário debate rastreabilidade e integração institucional
Com duração de quatro dias, o seminário promove mesas-redondas, debates técnico-científicos e apresentações sobre rastreabilidade mineral, integração entre órgãos públicos e persecução penal. O objetivo é fortalecer ações coordenadas no combate ao garimpo ilegal, considerado prioridade para a Polícia Federal.
O Programa Ouro Alvo, criado em 2019, integra o Plano Amazônia: Segurança e Soberania, que articula ações de segurança pública voltadas ao enfrentamento de crimes ambientais nos estados da Amazônia Legal.
A cerimônia também reuniu representantes do IBAMA, do Serviço Geológico da Colômbia, do Ministério de Minas e Energia e outras instituições parceiras. As autoridades conheceram o novo laboratório em visita guiada pelo gerente do programa, perito criminal federal Erich Adam Moreira Lima.
As ações reforçam o compromisso da PF com soluções técnico-científicas de alta complexidade e com a modernização dos instrumentos de investigação para enfrentar organizações criminosas atuantes na cadeia do ouro.
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