O Governo Trump admitiu formalmente ter cometido um equívoco ao publicar um vídeo em que o ex-presidente Barack Obama e sua esposa, Michelle Obama, eram retratados de forma pejorativa. A peça audiovisual, que gerou forte repercussão internacional, exibia montagens comparando o casal a primatas. Segundo informações oficiais fornecidas à agência de notícias Reuters, a postagem foi realizada por um funcionário da administração de maneira errônea e já foi retirada do ar.
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A publicação ocorreu originalmente na Truth Social, rede social de propriedade do atual presidente Donald Trump. Embora o perfil seja de uso pessoal, a responsabilidade pelo conteúdo foi atribuída à equipe técnica do governo, que agiu para conter o desgaste após a ampla circulação das imagens.
Reação inicial do Governo Trump e mudança de posicionamento
Antes da admissão do erro, a postura adotada pela Casa Branca foi de minimização. Em um primeiro momento, a porta-voz Karoline Leavitt rebateu as críticas em declaração enviada ao jornal The Guardian. Na ocasião, Leavitt descreveu o material como um “vídeo viral da internet” que utilizava metáforas visuais inspiradas na animação “O Rei Leão”, posicionando o atual presidente como o “Rei da Selva” e membros do Partido Democrata como personagens secundários da savana.
A porta-voz chegou a classificar a repercussão negativa como “indignação falsa”, sugerindo que a imprensa deveria focar em temas de maior relevância para o público norte-americano. Entretanto, a pressão política e a natureza das imagens levaram a uma revisão da narrativa oficial, culminando na remoção do post e no reconhecimento da falha na curadoria do conteúdo publicado.
Detalhes do conteúdo removido e alegações eleitorais
O vídeo em questão não é uma produção oficial da Casa Branca, tendo sido criado por uma conta de apoio à direita que frequentemente compartilha conteúdos pró-Trump. Além das imagens ofensivas direcionadas aos Obamas, a gravação continha ataques a outros nomes da oposição. O ex-presidente Joe Biden também foi alvo de montagens semelhantes, tendo seu rosto sobreposto ao corpo de um animal.

A peça publicitária também reforçava teorias já desacreditadas sobre a integridade das eleições de 2020. Entre as alegações falsas, estava a menção de que a empresa Dominion Voting Systems teria operado para fraudar o sistema eleitoral, afirmação que já foi exaustivamente desmentida por múltiplas investigações independentes e auditorias estaduais nos Estados Unidos.
Impacto político e críticas da oposição
A repercussão no cenário político foi imediata e severa. Barack Obama, que detém o marco histórico de ser o primeiro presidente negro dos Estados Unidos, tem sido um alvo frequente de críticas diretas de Donald Trump ao longo dos anos, especialmente no que diz respeito às reformas de saúde e políticas externas.
Gavin Newsom, governador da Califórnia e figura influente entre os democratas, utilizou suas redes para condenar o episódio, descrevendo-o como um “comportamento repugnante”. Newsom também convocou os parlamentares republicanos a se posicionarem contra a publicação. No mesmo sentido, Ben Rhodes, antigo conselheiro de Segurança Nacional, afirmou que tais atitudes serão lembradas de forma negativa pela história, enquanto o legado de respeito dos Obamas permanecerá intacto perante a opinião pública futura.
O caso reacende o debate sobre a responsabilidade institucional na gestão de perfis digitais e o limite entre a sátira política e o uso de estereótipos considerados discriminatórios por analistas e pela sociedade civil.
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