Presidente dos EUA rejeita cessar-fogo mediado pelo Paquistão e impõe prazo para reabertura do Estreito de Ormuz
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (6) que não considera crime de guerra um eventual ataque a instalações civis no Irã. A declaração foi dada durante conversa com jornalistas na Casa Branca, em meio à escalada de tensões entre os dois países. Na ocasião, Trump também se referiu aos iranianos como “animais”, ao responder questionamentos sobre as implicações legais de um ataque desse tipo.
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A fala ocorre após o presidente norte-americano ter ameaçado, no domingo (5), atingir infraestrutura civil iraniana caso o país não reabra completamente o Estreito de Ormuz até terça-feira (7). O estreito é uma das principais rotas globais para o transporte de petróleo, o que amplia a relevância geopolítica do impasse.
Segundo normas do direito internacional humanitário, ataques deliberados contra alvos civis são proibidos e podem ser classificados como crimes de guerra, passíveis de julgamento por tribunais internacionais. Autoridades iranianas, de acordo com agências de notícias do país, manifestaram preocupação de que as ameaças possam violar essas regras.
Declarações sobre petróleo e pressão contra o Irã
Durante o mesmo evento, Trump afirmou que, se tivesse opção, tomaria o petróleo iraniano. A declaração reforça o tom duro adotado pela Casa Branca em relação ao país persa.
Apesar disso, o presidente norte-americano apresentou posições ambíguas ao comentar a possibilidade de negociação. Inicialmente, disse acreditar que o governo iraniano atua “de boa fé”, mas, em seguida, afirmou estar “muito chateado” com o país e declarou que o Irã “vai pagar um grande preço”.
As falas ampliam a incerteza sobre os próximos passos do governo dos Estados Unidos e aumentam a tensão no cenário internacional, especialmente em um contexto já marcado por instabilidade na região do Golfo.
Cessar-fogo rejeitado por ambos os lados
Trump também confirmou que rejeitou uma proposta de cessar-fogo mediada pelo Paquistão. Segundo ele, a iniciativa representou um “ato significativo”, mas não foi considerada suficiente.
Do lado iraniano, a proposta também foi recusada. De acordo com a agência estatal Irna, o governo do Irã prefere negociar um acordo que leve ao fim definitivo do conflito, em vez de uma trégua temporária.
A rejeição simultânea evidencia a dificuldade de avanço diplomático no momento e indica que o conflito pode se prolongar.
Prazo para o Estreito de Ormuz e escalada retórica
O presidente dos EUA reiterou que o prazo final para a reabertura do Estreito de Ormuz permanece nesta terça-feira (7). Ele também afirmou que os Estados Unidos poderiam encerrar sua participação no conflito “a qualquer momento”, mas destacou a intenção de “terminar o trabalho”.
No domingo, Trump já havia adotado um tom agressivo em redes sociais, ao usar palavrões e classificar o governo iraniano como “bastardos malucos”. A retórica intensificada tem sido interpretada por analistas como um fator que pode dificultar negociações e aumentar o risco de escalada militar.
A comunidade internacional acompanha com preocupação o desenrolar da crise, especialmente diante da possibilidade de impactos no fornecimento global de energia e na estabilidade do Oriente Médio.
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