A Universidade Federal do Amazonas (Ufam) se tornará, em março de 2026, a primeira instituição de ensino superior da Região Norte a implementar uma unidade do Plano Nacional de Cuidados. A Cuidoteca da Ufam, batizada oficialmente como Cuidoteca Amazônia Viva – Cuidar e Pertencer, funcionará no Centro de Convivência do campus, oferecendo um espaço seguro e gratuito para os filhos de estudantes, servidores e trabalhadores terceirizados.
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A iniciativa visa combater a evasão escolar e apoiar a permanência na universidade, especialmente de mães que estudam no período noturno. Com um aporte de R$ 500 mil, o espaço será administrado pela Pró-Reitoria de Assistência Estudantil (Proae) e atenderá crianças na faixa etária de 3 a 12 anos.
Estrutura e funcionamento da Cuidoteca da Ufam
A previsão é que as atividades iniciem em 30 de março deste ano. Inicialmente, serão ofertadas 40 vagas para o turno da noite, com prioridade numérica para os filhos de estudantes da graduação. Segundo a pró-reitora de Assistência Estudantil, Sandra Helena da Silva, a equipe já estuda a viabilidade de ampliar o atendimento para os turnos matutino e vespertino no futuro.
“Serão lançados editais para seleção das crianças a serem atendidas”, explicou a pró-reitora, informando que os critérios de seleção estão em fase final de definição pela Proae.
O ambiente foi planejado para ir além de um local de espera. A Cuidoteca da Ufam contará com coordenação pedagógica e uma equipe de cuidadores e monitores bolsistas vinculados à universidade. A infraestrutura inclui áreas dedicadas ao brincar, à leitura e ao descanso, equipadas com mobiliário adequado, brinquedos e recursos de acessibilidade.
Impacto na permanência estudantil
A implementação do projeto é vista como uma estratégia fundamental de assistência estudantil. Para Iraci Uchoa, coordenadora da Cuidoteca e diretora de Políticas de Assistência Estudantil, o espaço reduz barreiras significativas para a conclusão do curso superior.
“Assumir essa responsabilidade é fundamental como forma de contribuir para a construção de uma sociedade mais justa, para que as mães ou pais tenham a garantia de que seus filhos e filhas estão em um espaço seguro”, destacou a diretora. Uchoa também ressaltou a importância cultural da iniciativa, especialmente para os estudantes indígenas, cuja dinâmica familiar envolve a participação ativa das crianças nos processos educacionais.
Adesão ao Plano Brasil que Cuida
A criação deste espaço é fruto da adesão voluntária da universidade ao “Plano Nacional de Cuidados Brasil que Cuida”, formalizada em outubro de 2025 pela reitora Tanara Lauschner. O programa do Governo Federal prevê um investimento total de R$ 25 bilhões até 2027 em todo o país, focando na criação de creches, lavanderias públicas e capacitação de profissionais.
Além da Ufam, outras oito universidades federais, como a UnB e a UFSC, estão em processo de implantação de estruturas semelhantes, reforçando uma nova política de governança e transformação cultural dentro do ambiente acadêmico brasileiro.
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