InícioInternacionalRússia e China vetam resolução da ONU sobre o Estreito de Ormuz

Rússia e China vetam resolução da ONU sobre o Estreito de Ormuz

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O Conselho de Segurança das Nações Unidas rejeitou, nesta terça-feira, um projeto de resolução que visava condenar o Irã pelo fechamento do Estreito de Ormuz. O texto, apresentado pelo Bahrein em nome das nações do Golfo Pérsico, não obteve aprovação devido ao veto dos membros permanentes Rússia e China. A decisão expõe a profunda fragmentação da comunidade internacional diante das crescentes tensões no Oriente Médio.

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Impasse diplomático e a divisão de votos no conselho

A proposta derrotada buscava garantir a liberdade de navegação em uma das rotas marítimas mais vitais do planeta, por onde circula aproximadamente 20% do petróleo e gás global. Dos quinze membros do Conselho, onze votaram a favor, incluindo potências ocidentais como Estados Unidos, Reino Unido e França. Colômbia e Paquistão optaram pela abstenção.

O argumento central dos países do Golfo, representados pelo ministro das Relações Exteriores do Bahrein, Abdullatif bin Rashid Al Zayani, é que a inação da ONU envia uma mensagem perigosa sobre a segurança das vias navegáveis internacionais. Para o bloco, o fechamento do canal é um ato injustificável que coloca em risco a economia mundial.

As Justificativas do veto de Rússia e China

Moscou e Pequim fundamentaram seus vetos na falta de equilíbrio do texto. O embaixador russo, Vassily Nebenzia, classificou a abordagem como “errônea e perigosa”, criticando o fato de a resolução focar exclusivamente nas ações iranianas sem mencionar os ataques prévios realizados por Estados Unidos e Israel. Nebenzia relembrou o precedente da Líbia em 2011, alertando que interpretações vagas de resoluções podem levar a intervenções militares desastrosas.

A China, por meio do embaixador Fu Cong, reforçou que o projeto falhou em captar as “causas profundas” do conflito. Pequim instou tanto o Irã quanto os EUA e Israel a cessarem as hostilidades, defendendo que o Conselho de Segurança não deve se apressar em votações que não considerem o quadro completo das agressões mútuas na região.

O lado de Teerã e a resposta de Washington

O Irã justifica o bloqueio do Estreito de Ormuz como uma medida de retaliação direta a agressões sofridas em seu território. O embaixador iraniano, Amir Saeid Iravani, afirmou que a resolução do Bahrein serviria apenas como “cobertura política” para futuras ações ilegais de seus adversários. Teerã assegurou, contudo, que embarcações consideradas “não hostis” mantêm o direito de passagem.

Em contrapartida, o embaixador norte-americano Michael Waltz declarou que o mundo não pode permitir que o Estreito seja mantido como “refém”. Washington acusou os vetos de serem um alinhamento a um regime que busca intimidar os vizinhos para obter controle regional. Atualmente, o Irã mantém ataques contra infraestruturas nos países do Golfo que permitem o uso de seu espaço aéreo por forças dos EUA e Israel.

Proposta de nova resolução

Diante do impasse, Rússia e China anunciaram que apresentarão em breve uma proposta alternativa. Segundo os diplomatas, este novo texto será mais “equitativo e equilibrado”, visando uma solução que contemple a integridade territorial de todos os envolvidos e a estabilidade de longo prazo no Golfo Pérsico.

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