O Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) confirmou a aplicação de uma multa histórica de R$ 24,35 milhões devido ao maior caso de desmatamento no Amazonas registrado em 2025. A infração ocorreu em Borba, no interior do estado, onde 2.345 hectares de floresta nativa foram destruídos ilegalmente dentro do Projeto de Assentamento Agroextrativista (PAE) Trocanã.
Segundo o Ipaam, as características da área devastada, que equivale a mais de dois mil campos de futebol, são típicas de preparação para fazendas. A análise indica que o objetivo principal da supressão da vegetação era a criação de gado de corte. As investigações apontam que o responsável pela destruição é um posseiro conhecido por ocupação irregular na região.
Combate ao desmatamento no Amazonas
A ação de fiscalização foi complexa e demonstrou a capacidade de resposta dos órgãos ambientais. O local já havia sido embargado preventivamente pelo Ipaam antes mesmo da chegada da equipe de fiscalização.
A decisão inicial do embargo foi tomada com base em imagens de satélite analisadas pelo Centro de Monitoramento Ambiental e Áreas Protegidas (CMAAP), que identificou os primeiros sinais de supressão de vegetação.
A fiscalização em campo foi concluída na última sexta-feira (7), após o recebimento de denúncias sobre derrubadas e queimadas na região. A operação exigiu um esforço logístico significativo, contando com apoio do Batalhão de Policiamento Ambiental (BPamb), da Polícia Militar de Borba e da Casa Civil do Estado. As equipes enfrentaram fortes chuvas e percorreram cerca de 430 quilômetros por vias terrestres e fluviais para alcançar a área.
Penalidades e canais de denúncia
Além da multa milionária, o Ipaam lavrou um termo de embargo e interdição total da área degradada. O órgão destacou que os atos são infrações previstas no Decreto Federal nº 6.514/2008, que legisla sobre crimes contra a flora.
O autuado tem o prazo de 20 dias para apresentar sua defesa formal ou realizar o pagamento da multa.
O Ipaam reforça que as ações de combate ao desmatamento estão intensificadas em todo o estado e mantém um canal aberto para denúncias de crimes ambientais. O contato pode ser feito pela Gerência de Fiscalização Ambiental (Gefa) através do WhatsApp (92) 98557-9454.
*Com informações do G1
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