Os parascavedecatriafóbicos (pessoas que possuem um medo patológico da combinação entre o dia da semana e o número treze) devem se preparar para um ano atípico. O calendário de 2026 reserva três ocorrências dessa data agourenta: a primeira ocorre hoje, Sexta-feira 13 de fevereiro, seguida por novas edições em março e novembro. Embora para muitos a sexta-feira 13 seja apenas mais um dia comum, a frequência com que ela aparece depende do dia da semana em que o ano começa, e 2026 será marcado por essa repetição incomum.
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A data de hoje carrega um simbolismo ainda maior por ocorrer em plena temporada de festividades, intercalando-se com o clima de Carnaval e, em alguns países, com a véspera do Dia dos Namorados. Essa mistura de celebração e superstição alimenta interpretações variadas, que vão desde o temor místico até o humor nas redes sociais. Para estudiosos do comportamento, o fenômeno revela como mitos antigos ainda encontram espaço na sociedade moderna, influenciando até setores da economia e do turismo.
Origens históricas e o impacto da superstição
A má reputação da sexta-feira 13 não possui uma origem única, mas sim uma colcha de retalhos de mitos religiosos e históricos. No cristianismo, a associação negativa remete à Última Ceia, onde treze pessoas estavam presentes antes da traição de Judas. Somado a isso, o fato de Jesus ter sido crucificado em uma sexta-feira consolidou o dia como um período de luto e reflexão. Com o tempo, o número 13 passou a ser visto como o que rompe a perfeição do numeral 12, que organiza os meses do ano e as horas do dia.
Apesar da carga negativa, o conceito da data como um dia de azar absoluto é relativamente recente. Segundo antropólogos, essa ideia foi estilizada e difundida globalmente nos últimos 70 anos, muito influenciada pela cultura dos Estados Unidos. Hoje, o impacto é visível em detalhes curiosos do cotidiano: muitos hotéis ao redor do mundo não possuem o quarto número 13, e diversas companhias aéreas optam por pular a fileira correspondente em suas aeronaves para evitar o desconforto de passageiros mais sensíveis à crença.
Estatísticas desmentem o mito do azar
Para quem prefere se basear em dados concretos, a ciência das estatísticas traz notícias animadoras. Grandes seguradoras internacionais afirmam que a sexta-feira 13 não registra um aumento real no número de acidentes ou sinistros em comparação a outros dias úteis. Na verdade, em alguns levantamentos, os registros de danos materiais são até menores, possivelmente porque as pessoas tendem a ser mais cautelosas quando estão sob a influência da superstição.
Estatísticos ressaltam que as sextas-feiras, de modo geral, já são dias com maior probabilidade de ocorrências no trânsito devido ao fluxo de final de semana, mas o fato de o calendário marcar dia 13 não altera significativamente os gráficos de risco. No final das contas, o temor em torno da data parece ser mais um flerte com a má sorte do que uma ameaça real, servindo como um elemento de entretenimento e curiosidade cultural que movimenta conversas e o imaginário popular a cada nova ocorrência no calendário.
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