Os estados da Amazônia Legal podem alcançar, entre 2025 e 2030, uma receita que ultrapassa o valor total arrecadado pelo Fundo Amazônia desde sua criação, em 2008, que soma cerca de US$ 1,4 bilhão.
Potencial bilionário
De acordo com o Earth Innovation Institute, organização sediada na Califórnia, a região amazônica tem potencial para gerar entre US$ 10 bilhões e US$ 20 bilhões até 2030. Os recursos viriam principalmente da redução de emissões de gases de efeito estufa resultantes do desmatamento evitado e da degradação florestal.
O cálculo é baseado no modelo REDD+ Jurisdicional (JREDD+), metodologia que contabiliza reduções de emissões em escala territorial — abrangendo municípios, estados ou países. Esse formato favorece a criação de mercados regionais de carbono, estimulando a entrada de investimentos privados e premiando práticas voltadas à conservação ambiental.
Estados de destaque
Entre os estados mais avançados na implementação desse modelo estão Acre, Tocantins, Pará e Mato Grosso, que juntos podem emitir cerca de 100 milhões de créditos de carbono entre 2023 e 2024, com expectativa de arrecadar US$ 1,5 bilhão até 2026.
O Tocantins se destaca como um dos casos mais emblemáticos. Em 2023, o estado lançou sua política estadual de REDD+ Jurisdicional e firmou parceria com a Mercuria Energy Group, empresa suíça do setor energético.
O acordo prevê investimento inicial de R$ 20 milhões e a comercialização dos créditos até 2030. A iniciativa pode gerar 50 milhões de créditos de carbono e mais de R$ 2,5 bilhões em receita adicional.
Atualmente, sete estados da Amazônia Legal estão em diferentes fases de implantação de políticas baseadas no modelo JREDD+.
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Explicando: O que é o mercado de carbono
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