O Amazonas registrou uma redução histórica no desmatamento no Amazonas e na pressão sobre a floresta no início deste ano. De acordo com dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), a área desmatada no estado apresentou uma queda de 56,4% em janeiro de 2026, quando comparada ao mesmo período do ano anterior. O monitoramento, realizado através do sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter), aponta que a devastação passou de 1.656 hectares para 722 hectares, refletindo o fortalecimento das políticas de fiscalização e controle ambiental.
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Além da redução na área total, o número de alertas de desmatamento também recuou significativamente, com uma queda de 42,8%. Esse resultado é acompanhado diariamente pelo Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) e pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema). Segundo as autoridades ambientais, essa tendência de queda vem sendo observada desde 2025 e está diretamente ligada ao uso de tecnologias de monitoramento remoto e ao planejamento estratégico das ações de campo nos municípios mais críticos.
Municípios com maiores índices e o papel do Deter
Apesar da queda geral, alguns municípios do sul do Amazonas ainda concentram os maiores índices de atividade ilegal. Humaitá liderou as estatísticas de janeiro com 265 hectares desmatados, seguido por Canutama e Apuí. No que diz respeito ao número de alertas, o município de Borba registrou a maior frequência. O sistema Deter funciona como um mecanismo de resposta rápida, utilizando imagens de satélite para identificar indícios de alteração na cobertura florestal, permitindo que as equipes de fiscalização atuem antes que o dano ambiental se torne irreversível.
O trabalho desenvolvido pelo Centro de Monitoramento Ambiental e Áreas Protegidas (CMAAP) tem sido o diferencial para alcançar esses números. Com a adoção do Núcleo de Autuação Remota, o Ipaam ampliou sua capacidade de punir infratores sem a necessidade imediata de deslocamento físico, o que acelera o processo administrativo e desestimula novas invasões. O governo estadual reforça que o combate ao desmatamento hoje é uma estratégia integrada que envolve desde a segurança pública até o incentivo à bioeconomia e práticas sustentáveis no interior.
Reforço técnico com concursos na Sema e Ipaam
Para sustentar esses resultados positivos a longo prazo, o Governo do Amazonas está investindo no fortalecimento do quadro de servidores dos órgãos ambientais. Estão previstos concursos públicos com centenas de vagas para a Sema e o Ipaam, com provas agendadas para o mês de março. A Sema oferecerá 159 vagas imediatas, enquanto o Ipaam disponibilizará 140 oportunidades para cargos de Analista e Assistente Ambiental, visando descentralizar a fiscalização e ampliar a presença técnica nos municípios.
O fortalecimento das instituições é visto como o passo final para consolidar o Amazonas como referência em preservação aliada ao desenvolvimento. Com a entrada de novos profissionais, a meta é reduzir ainda mais o desmatamento no Amazonas e garantir que as áreas protegidas sejam devidamente monitoradas. O momento representa uma oportunidade única de atuar diretamente na proteção do maior patrimônio do estado: a floresta amazônica.
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