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Irã e AIEA se reúnem em Genebra antes de nova rodada de negociações com EUA

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O cenário diplomático em Genebra tornou-se o epicentro das atenções globais nesta segunda-feira, 16 de fevereiro. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, encontrou-se com o diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Rafael Grossi, em uma tentativa de alinhar termos técnicos antes da retomada das conversas com o governo norte-americano. O encontro ocorre em um momento de extrema sensibilidade, onde o Irã busca equilibrar sua soberania tecnológica com a necessidade urgente de aliviar o isolamento econômico provocado por sanções internacionais de longa data.

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Araghchi utilizou suas redes sociais para reforçar que Teerã chega à mesa de discussões com “ideias concretas” para um acordo que classificou como justo e equitativo. No entanto, o tom do diplomata permaneceu firme ao declarar que o país não aceitará o que chamou de submissão diante de ameaças externas. Essa postura reflete a complexa política interna iraniana, que exige avanços econômicos sem que isso signifique o abandono total do programa nuclear, que o país defende ser voltado estritamente para fins pacíficos e de geração de energia.

Condições para o acordo e a pressão de Washington

O governo iraniano sinalizou que a viabilidade de qualquer entendimento depende diretamente da postura dos Estados Unidos em relação às sanções. Em declarações recentes, o vice-ministro Majid Takht-Ravanchi foi enfático ao afirmar que o Irã está pronto para discutir os detalhes técnicos de seu programa, desde que Washington esteja disposto a colocar o fim das restrições comerciais e financeiras na pauta. Essa reciprocidade é o principal entrave para o sucesso das negociações, que tiveram uma primeira rodada indireta mediada por Omã no início deste mês.

Por outro lado, o governo do presidente Donald Trump mantém uma linha dura, exigindo que o Irã interrompa completamente o enriquecimento de urânio. Para a Casa Branca, qualquer nível de enriquecimento é visto como uma ameaça à segurança de aliados na região, especialmente Israel. Essa divergência fundamental é o que tem impedido o avanço de tratados duradouros nos últimos anos. O clima de desconfiança é alimentado pelo histórico recente de confrontos militares e bombardeios a instalações estratégicas, o que elevou a tensão no Oriente Médio a patamares alarmantes.

Geopolítica e a presença militar no Oriente Médio

Enquanto as conversas diplomáticas ocorrem em Genebra, a presença militar dos Estados Unidos na região permanece robusta. O envio do porta-aviões USS Gerald R. Ford para o Oriente Médio serve como uma ferramenta de dissuasão e um lembrete do poder bélico americano. Especialistas apontam que essa “diplomacia do porta-aviões” visa pressionar o Irã a aceitar termos mais restritivos, ao mesmo tempo em que garante segurança aos parceiros estratégicos dos EUA que temem a influência iraniana na região.

Paralelamente ao dossiê iraniano, Genebra também serve de palco para mediações entre Rússia e Ucrânia, evidenciando que a Suíça retomou seu papel histórico de mediadora em conflitos globais de grande escala. Para os observadores internacionais, o sucesso ou fracasso das conversas sobre o programa nuclear iraniano terá um efeito dominó sobre outros conflitos, influenciando o preço do petróleo e as alianças militares em todo o mundo. A expectativa é que as próximas rodadas em Omã definam se o mundo caminhará para uma desescalada ou para um novo ciclo de sanções e confrontos.

Entender essas movimentações é essencial para compreender as oscilações da economia global. O desfecho das negociações em Genebra impacta desde o custo dos combustíveis até a estabilidade das relações comerciais internacionais. Acompanhar a atuação da AIEA e as exigências do Irã permite uma visão clara sobre como a tecnologia nuclear continua sendo um dos temas mais sensíveis e decisivos para a paz mundial em 2026.

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