Procuradoria questiona decisão de Toffoli que mandou liberar valores bloqueados a condenado da Lava Jato
A Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentou recurso ao Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar reverter a determinação do ministro Dias Toffoli que autorizou a devolução de cerca de R$ 265 milhões a um ex-executivo condenado no âmbito da Operação Lava Jato. A ação da PGR busca manter o bloqueio dos recursos e restabelecer processos que visam ressarcir os cofres públicos.
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O que motivou o recurso da PGR
No recurso, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, sustenta que a decisão de Toffoli, proferida em dezembro do ano passado, não pode justificar a liberação dos valores, que foram bloqueados por determinação judicial em ações que visam recuperar montantes desviados por meio de corrupção na Petrobras e demais esquemas investigados pela Lava Jato.
Gonet argumenta que as provas reunidas contra o ex-gerente da Petrobras são robustas e independentes das questões processuais levantadas na decisão do ministro, e que elas evidenciam a necessidade de manter o bloqueio dos ativos para garantir a devolução ao erário.
Decisão de Toffoli e seus efeitos
A decisão individual de Toffoli determinou a devolução de valores que estavam bloqueados em contas judiciais em nome do condenado, sob o entendimento de que provas obtidas pela Operação Lava Jato seriam inválidas para manter a restrição patrimonial. O valor em discussão gira em torno de R$ 265 milhões, correspondentes a recursos repatriados do exterior.
Segundo a PGR, no entanto, a anulação dos atos da Lava Jato não deveria alcançar todo o conjunto probatório contra o ex-executivo, uma vez que outras fontes e elementos de prova corroboram as acusações de corrupção e lavagem de dinheiro.
A repercussão no Supremo
Com o recurso ao STF, a PGR pede que o plenário da Corte analise a legalidade da devolução e determine a manutenção do bloqueio dos recursos até que sejam julgados definitivamente os pedidos de ressarcimento ao patrimônio público. A ação deverá ser distribuída para julgamento colegiado.
O caso insere-se em um contexto mais amplo de discussões jurídicas sobre os efeitos de decisões que atenuam ou anulam partes das investigações e processos da Operação Lava Jato, incluindo debates sobre a validade das provas e a extensão de decisões individuais do ministro Dias Toffoli.
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