Iniciativa visa o desarmamento do Hamas e a retirada de tropas israelenses, mas Secretário de Estado Marco Rubio confirma atuação em outras crises internacionais.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, oficializou nesta quinta-feira (22) a criação do Conselho de Paz durante o Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça. Embora apresentado como uma nova plataforma de liderança global, o órgão nasce com uma missão primária urgente, que é mediar o fim da guerra e estruturar o futuro da Faixa de Gaza. A cerimônia de lançamento, no entanto, foi marcada por contrastes, ocorrendo em um auditório com diversas cadeiras vazias e ausência de aliados ocidentais tradicionais.
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Metas imediatas para o Oriente Médio
A fundação do conselho está diretamente atrelada à resolução do conflito entre Israel e o Hamas. As diretrizes centrais estabelecidas para a atuação do grupo na região incluem a supervisão da reconstrução da infraestrutura civil em Gaza, o desarmamento completo do grupo extremista Hamas e a coordenação para a retirada das tropas israelenses do território palestino.
Trump enfatizou que, sob a tutela desta nova coalizão, conflitos como o de Gaza estão “realmente chegando ao fim”, projetando um cenário de estabilização que a diplomacia tradicional tem tido dificuldades em concretizar.
Expansão do escopo e visão de Marco Rubio
Apesar da urgência no Oriente Médio, a ambição do projeto ultrapassa as fronteiras de Gaza. O Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, esclareceu que o mandato do novo bloco não será restrito a um único teatro de operações. Segundo Rubio, o conselho possui prerrogativas para se envolver ativamente em outros conflitos globais, atuando como um mecanismo ágil de intervenção e mediação onde as estruturas vigentes falharem.
Essa postura reforça a crítica de Trump às instituições multilaterais. Durante o evento, o republicano declarou que a ONU “simplesmente não tem sido muito útil”, sugerindo que a nova entidade poderia, futuramente, se fundir ou reformar as Nações Unidas para impor uma “paz real” baseada em resultados práticos, e não apenas em resoluções diplomáticas.
Adesão internacional e cenário em Davos
A lista de participantes que aderiram à assinatura do tratado contou com 19 nações, incluindo Argentina, Arábia Saudita, Turquia e Hungria. A ausência de potências da Europa Ocidental, como França e Alemanha, e a recusa do Brasil em participar, sinalizam uma cautela da comunidade internacional diante de um órgão que centraliza poder em Washington. O logotipo do evento, um globo focado na América do Norte, reforçou visualmente essa percepção de protagonismo americano.
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