As casas sustentáveis começaram a se tornar realidade para famílias de Manaus nesta segunda-feira, 23 de fevereiro. O Governo do Amazonas deu início ao processo de pré-cadastro para as primeiras 16 unidades habitacionais do projeto Amazonas EcoLar. Localizadas no bairro de Petrópolis, na zona sul da capital, as moradias são destinadas a pessoas que atualmente vivem em áreas de risco e serão entregues sem custo aos beneficiários.
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Para garantir a participação, os interessados devem realizar o cadastro ou atualizar os dados existentes na plataforma oficial até o dia 4 de março. O procedimento é feito exclusivamente pelo site Amazonas Meu Lar ou pelo aplicativo SASI. Durante a inscrição, é fundamental que o usuário selecione especificamente a opção Amazonas EcoLar dentro do sistema para que o perfil seja analisado pela equipe técnica do programa.
Tecnologia e inovação com blocos de plástico reciclado
O grande diferencial do projeto, coordenado pela Defesa Civil do Amazonas, reside no método construtivo. As residências utilizam blocos fabricados a partir de resíduos plásticos reciclados, como garrafas PET e outros polímeros. Essa tecnologia não apenas acelera o cronograma de obras, mas também retira toneladas de materiais poluentes da natureza, promovendo uma economia circular efetiva no estado.
Segundo o coronel Francisco Máximo, secretário da Defesa Civil, a iniciativa é uma política pública estruturante que foca na proteção da vida e na adaptação urbana diante de eventos climáticos extremos. A proposta é oferecer uma solução habitacional que seja, ao mesmo tempo, rápida e segura para as populações em situação de vulnerabilidade social.
Benefícios das moradias ecológicas e infraestrutura urbana
Cada unidade possui 50 metros quadrados, distribuídos em dois quartos, sala, cozinha e banheiro. O sistema de encaixe dos blocos dispensa o uso de argamassa ou cimento, o que caracteriza uma construção limpa e com desperdício quase nulo. Entre as principais vantagens técnicas das casas sustentáveis do projeto Amazonas EcoLar, destacam-se:
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Agilidade: A montagem de uma estrutura completa pode ser finalizada em apenas cinco dias.
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Conforto Térmico e Acústico: O material funciona como isolante, mantendo a temperatura interna agradável.
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Segurança: As paredes são resistentes ao fogo, à umidade e possuem propriedades antimofo.
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Saneamento: Cada moradia conta com um biodigestor próprio para o tratamento de efluentes, protegendo o lençol freático local.
O conjunto habitacional será instalado em uma área de 3,2 mil metros quadrados na rua Delfim de Souza. Além das residências, o projeto inclui uma urbanização completa com terraplenagem, pavimentação, drenagem, iluminação pública em LED, paisagismo, academia ao ar livre e playground.
Impacto ambiental e gestão de risco em áreas urbanas
A Unidade Gestora de Projetos Especiais (UGPE), vinculada à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano (Sedurb), é a responsável pelas obras de infraestrutura. Para o secretário Marcellus Campêlo, o impacto vai além do déficit habitacional, atingindo diretamente a preservação dos recursos hídricos da região.
Ao utilizar resíduos sólidos para a fabricação das casas, o governo estadual diminui o passivo ambiental que frequentemente acaba nos igarapés de Manaus. A integração entre engenharia sustentável e gestão de risco permite que as famílias saiam de encostas e áreas de alagação para um ambiente planejado, moderno e ecologicamente correto.
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