A CPMI do INSS realiza, nesta quinta-feira (26), a partir das 9h, sua 32ª reunião para deliberar sobre uma extensa pauta que investiga fraudes e irregularidades na concessão de benefícios previdenciários. Entre os 87 requerimentos previstos para votação, destaca-se o pedido de quebra de sigilo bancário e fiscal de Fabio Luis Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente da República.
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Além das deliberações, o colegiado deve ouvir depoimentos de figuras centrais nas investigações, como o empresário Paulo Camisotti, o deputado estadual Edson Cunha de Araújo (MA) e o advogado Cecílio Galvão.
Investigação sobre Lulinha e o núcleo político
O requerimento para a quebra de sigilo de Lulinha (REQ 2.939/2026) foi apresentado pelo relator da comissão, deputado Alfredo Gaspar (União-AL). A medida baseia-se em mensagens interceptadas em que um indivíduo identificado como “Careca do INSS” — apontado como líder da organização — menciona o destinatário de um pagamento de R$ 300 mil à empresa de Roberta Luchsinger como sendo “o filho do rapaz”, o que, segundo o relator, pode ser uma referência a Fabio Luis.
A investigação aponta ainda repasses de R$ 1,5 milhão entre a Brasília Consultoria e a RL Consultoria (de Roberta), que careceriam de lastro econômico real, configurando supostas transações fictícias sob o pretexto de serviços de consultoria.
Depoimentos de empresários e parlamentares na CPMI do INSS
A reunião desta quinta-feira reserva espaço para ouvir Paulo Camisotti. Filho de Maurício Camisotti, que já se encontra preso, Paulo é investigado por suposta participação em um esquema de descontos não autorizados em benefícios. Sua convocação foi articulada por parlamentares do partido Novo, incluindo o senador Eduardo Girão e o deputado Marcel Van Hattem.
Também são aguardados:
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Edson Cunha de Araújo: Deputado estadual citado pela Polícia Federal por movimentações financeiras ligadas a entidades da pesca no Maranhão.
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Cecílio Galvão: Advogado e sócio de prestadora de serviços para institutos de previdência, suspeito de receber R$ 4 milhões de entidades investigadas.
Foco em tecnologia e lavagem de dinheiro
A comissão também analisa a convocação de Léa Bressy Amorim, diretora de TI do INSS, proposta pelo deputado Kim Kataguiri. O objetivo é esclarecer a governança e a segurança cibernética dos sistemas da autarquia frente às fraudes.
Outros requerimentos na pauta incluem a quebra de sigilo da empresária Danielle Miranda Fontelles, suspeita de operar lavagem de dinheiro no exterior, e de Gustavo Marques Gaspar, sócio da GM Gestão LTDA, para verificar a compatibilidade de seu patrimônio com os rendimentos declarados.
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