O Ministério da Educação (MEC) oficializou um investimento histórico para a rede de ensino do Norte do país. O Amazonas será o estado com o maior número de escolas indígenas financiadas pelo Governo Federal por meio do Novo PAC. Ao todo, 27 novas unidades serão construídas em território amazonense, consolidando o estado como o principal beneficiário de um projeto que abrange 14 unidades da federação.
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O anúncio foi realizado pelo ministro da Educação, Camilo Santana, durante uma agenda oficial na comunidade Sahu-Apé. A iniciativa faz parte do eixo de Educação, Ciência e Tecnologia do programa federal e prevê a construção de 117 estabelecimentos de ensino voltados exclusivamente para os povos originários em todo o Brasil. O aporte financeiro total para essas obras é de R$ 785 milhões, conforme estabelecido pela Resolução nº 12/2026.
Expansão da infraestrutura para comunidades tradicionais
A seleção dos locais contemplados seguiu critérios rigorosos que levaram em conta aspectos técnicos, territoriais e a densidade populacional das regiões. Além do Amazonas, outros estados da região Norte e Nordeste apresentam números expressivos, como Roraima, com 23 unidades, e o Amapá, com 17. A distribuição das obras visa reduzir o déficit de infraestrutura em áreas remotas e garantir que o ambiente escolar esteja em harmonia com os modos de vida locais.
Segundo o MEC, a construção dessas unidades escolares é uma etapa fundamental para a consolidação da Política Nacional de Educação Escolar Indígena. O objetivo central é oferecer espaços que não apenas cumpram a função pedagógica, mas que também respeitem a organização territorial e a identidade cultural de cada etnia. O ministro destacou que o governo reconhece as dificuldades logísticas para realizar grandes obras no interior da Amazônia, mas reafirmou o empenho em garantir uma educação digna para os estudantes dessas localidades.
Compromisso com a soberania e inclusão social
Durante a visita ao estado, Camilo Santana ressaltou que o fortalecimento do ensino é o caminho estratégico para a geração de oportunidades e para a construção de um país mais justo. O investimento nas escolas indígenas é visto como uma forma de reparação histórica e um passo necessário para combater as desigualdades educacionais que ainda persistem no Brasil.
A viabilização das obras ocorre por meio de uma pactuação direta entre o governo federal e as gestões estaduais. Todo o processo de formalização das propostas foi realizado via sistema TransfereGov, contando com a análise técnica do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) e a operacionalização bancária pela Caixa Econômica Federal.
Investimentos na Universidade Federal do Amazonas
A agenda ministerial no estado também incluiu a vistoria de obras na Universidade Federal do Amazonas (Ufam). A instituição está recebendo aportes que somam R$ 106,5 milhões através do Novo PAC. Entre as melhorias em curso, destacam-se as reformas na Faculdade de Letras e na Faculdade de Estudos Sociais, que juntas somam mais de R$ 15 milhões em investimentos.
O ministro também conheceu os laboratórios de inteligência artificial da universidade, reforçando a importância de integrar o conhecimento tradicional das populações originárias com o desenvolvimento tecnológico de ponta. Essa visão sistêmica busca transformar a educação no Amazonas em um modelo de excelência e integração regional.
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