Governo do Irã decreta luto oficial de 40 dias; sucessão do Líder Supremo gera incertezas globais
A mídia estatal do Irã confirmou, na noite deste sábado (28), a morte de Ali Khamenei, o líder supremo que governava o país desde 1989. Segundo informações divulgadas pelas agências oficiais Fars e Tasnim, o aiatolá foi “martirizado” durante uma operação militar conjunta conduzida pelos Estados Unidos e Israel. O gabinete de governo iraniano anunciou um período de luto nacional de 40 dias, além de sete dias de feriado em todo o território.
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Detalhes da operação e posicionamento oficial
De acordo com os comunicados oficiais emitidos em Teerã, a morte de Ali Khamenei ocorreu enquanto o líder cumpria suas funções em seu escritório. A nota enfatiza que Khamenei não estava escondido, buscando desmentir narrativas de “guerra psicológica do inimigo”. Imagens de satélite capturadas anteriormente já mostravam colunas de fumaça sobre o complexo de segurança do Líder Supremo, que foi alvo de bombardeios precisos nas primeiras horas do dia.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, já havia sinalizado a confirmação do óbito através de suas redes sociais, descrevendo a operação como um esforço coordenado para desmantelar o comando militar e nuclear do regime. O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, também corroborou a informação, afirmando que os serviços de inteligência identificaram o corpo sob os escombros.
Impactos regionais e sucessão
A confirmação da morte de Ali Khamenei encerra um ciclo de quase quatro décadas de comando absoluto na República Islâmica. Além de Khamenei, relatos da mídia local indicam que familiares próximos, incluindo sua filha e um neto, também foram vítimas dos ataques.
A Assembleia de Especialistas do Irã deve se reunir em caráter de urgência para discutir o processo sucessório. No entanto, o cenário é de extrema incerteza, com analistas internacionais apontando para uma possível fragmentação do poder ou uma ascensão ainda mais rígida da Guarda Revolucionária (IRGC), enquanto o país enfrenta uma crise econômica acentuada e uma nova onda de instabilidade regional.
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