Dados do Banco Central apontam que a região acumulou alta de 3,4% até outubro, destoando do cenário de desaceleração observado em outros estados; entenda os números da prévia do PIB.
O IBC-Br (Índice de Atividade Econômica do Banco Central), considerado pelo mercado financeiro como a prévia oficial do Produto Interno Bruto (PIB), revelou que a região Norte consolidou o segundo melhor desempenho econômico do Brasil em 2025. No acumulado do ano até outubro, a região apresentou um avanço significativo de 3,4%, posicionando-se à frente de polos tradicionais como o Sul e o Sudeste.
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Enquanto o Centro-Oeste lidera o ranking nacional com uma expansão expressiva de 5,8%, o Norte demonstra resiliência econômica ao garantir a vice-liderança. O desempenho supera as regiões Sul (2,9%), Nordeste (2,1%) e Sudeste, que registrou o menor crescimento acumulado no período, com alta de 1,6%.
Ao analisar o cenário dos últimos 12 meses encerrados em outubro, a tendência se mantém: o Centro-Oeste avançou 5,9%, seguido pelo Norte com 3,9% e pelo Sul com 3,3%. Nordeste e Sudeste fecham a lista com 2,5% e 1,6%, respectivamente.
IBC-Br aponta desaceleração mensal, mas Norte resiste
Embora os dados anuais sejam positivos, a análise mensal dessazonalizada (que desconsidera efeitos típicos de determinadas épocas do ano) acende um sinal de alerta para a economia nacional. A maioria das regiões enfrentou queda na atividade econômica entre setembro e outubro, reflexo direto do atual ciclo de aperto monetário.
No entanto, o Norte foi uma das poucas exceções positivas. Veja o desempenho mensal por região:
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Centro-Oeste: Queda de 2,2% (maior recuo);
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Sul: Queda de 0,6%;
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Sudeste: Queda de 0,1%;
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Nordeste: Alta de 0,1%;
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Norte: Alta de 0,5%.
Este dado mensal reforça que, mesmo diante de um cenário nacional de retração, a atividade econômica no Norte manteve tração positiva em outubro.
Impacto da Selic e projeções para o PIB
O IBC-Br funciona como um termômetro essencial para calibrar as expectativas de analistas e gestores. A desaceleração observada em grande parte do país é atribuída, em grande medida, ao patamar elevado da Selic, a taxa básica de juros da economia, que atualmente está em 15% ao ano.
O mercado financeiro projeta que esse cenário de juros altos continuará impactando o crescimento no curto prazo. Segundo o mais recente Boletim Focus, a estimativa é que o PIB brasileiro cresça 2,26% em 2025. Para 2026, a perspectiva é de uma expansão mais modesta, de 1,8%.
Para tentar reaquecer a atividade e aliviar o aperto monetário, projeta-se uma redução gradual dos juros. A expectativa é que a Selic encerre 2026 em 12,25% ao ano, o que representaria uma baixa de 2,75 pontos percentuais em relação ao patamar atual.
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