Um total de 80 suspeitos de envolvimento em crimes contra mulheres foram detidos pelas polícias Militar e Civil do Amazonas na Operação Átria. A ação conjunta das Forças de Segurança em colaboração com os órgãos que compõem a Rede de Proteção às Mulheres ocorreu ao longo de 28 dias, incluindo não apenas prisões, mas também ações educativas e preventivas.
Efeitos da Operação Átria
No decorrer desse período, mais de 31 mil pessoas foram impactadas por meio de palestras e distribuição de materiais informativos, realizadas em instituições educacionais e espaços públicos. Durante a operação, mais de 2 mil diligências foram efetuadas, resultando nas 80 prisões e na apreensão de dois adolescentes.
Do total de detidos, 39 foram presos em flagrante delito, 21 suspeitos foram conduzidos para delegacias, enquanto 19 tiveram mandados de prisão temporária expedidos pela justiça. Além disso, um mandado de prisão temporária foi cumprido, uma pessoa foi presa por mandado civil, e menores foram detidos em flagrante.
BOs e Inquéritos
Além das prisões, foram registrados 1.248 Boletins de Ocorrência e instaurados 561 inquéritos policiais. A Polícia Civil do Amazonas, por meio da DECCM, concluiu aproximadamente 534 inquéritos, a maioria indicando a autoria e materialidade dos crimes praticados contra mulheres.
Foram ainda solicitadas 434 Medidas Protetivas de Urgência e 12 medidas cautelares representadas, além de realizados 383 exames periciais de lesão corporal e 122 para constatação de violência sexual.
Ações educativas
As ações educativas da operação alcançaram mais de 12 mil pessoas por meio de panfletagem e 238 palestras, que atingiram um público de aproximadamente 19,6 mil pessoas. As ações integradas envolveram a participação da Polícia Militar (PMAM), Polícia Civil (PC-AM) e órgãos estaduais e municipais, incluindo a Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (Sejusc), representantes da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) e da Defensoria Pública do Amazonas (DPE), entre outros.
Rede de proteção
A titular da Delegacia Especializada em Crimes Contra a Mulher (DECCM), delegada Débora Mafra, ressaltou a importância da integração entre os órgãos envolvidos, enfatizando que a união entre a Prefeitura e o Estado fortaleceu significativamente a Rede de Proteção:
“O diferencial foi a união de todos os órgãos, tanto da Prefeitura quanto do Estado, fazendo uma diferença muito grande. As diligências realizadas na operação foram parecidas com a do dia a dia, porém, houve uma intensificação na divulgação da operação, além de ser feita palestras para mulheres que sofrem de violência doméstica”, disse a delegada.
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