Três das maiores instituições de pesquisa da região norte formalizam parceria estratégica para fortalecer a ciência, tecnologia e o empreendedorismo sustentável pelos próximos cinco anos
A inovação na Amazônia acaba de ganhar um novo e robusto capítulo em sua história. A Universidade Federal do Amazonas (Ufam), o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) e o Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá (IDSM) formalizaram uma parceria institucional inédita. O acordo, consolidado por meio do Memorando de Entendimento nº 004/2025, foi publicado no Diário Oficial da União em 22 de dezembro de 2025 e estabelece as bases para uma cooperação técnica e científica profunda entre as três entidades.
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Esta união de esforços visa criar um ecossistema mais integrado para o desenvolvimento de projetos conjuntos. O foco central é alavancar as áreas de ciência, tecnologia e inovação, respeitando a vocação de cada instituição, mas somando competências para resolver desafios complexos da região. A iniciativa chega em um momento crucial, onde o desenvolvimento sustentável e a bioeconomia exigem respostas rápidas e baseadas em evidências científicas sólidas.
Fortalecimento da ciência e tecnologia regional
O documento, com vigência inicial de cinco anos, prevê uma série de ações coordenadas que vão muito além da simples assinatura de papéis. O memorando detalha a conjugação de esforços para a realização de pesquisas de ponta, intercâmbios institucionais entre pesquisadores e alunos, além de treinamentos e eventos científicos compartilhados.
Um dos pontos altos do acordo é o estímulo direto ao empreendedorismo inovador. A inovação na Amazônia depende não apenas da descoberta científica, mas da capacidade de transferir essa tecnologia para a sociedade. Nesse sentido, o acordo prioriza ações de pós-graduação e extensão tecnológica, facilitando que o conhecimento gerado nos laboratórios chegue às comunidades e ao mercado, gerando valor e preservação ambiental.
A parceria está estritamente alinhada à legislação nacional, citando especificamente a Lei nº 10.973/04 (Lei de Inovação) e a Lei nº 13.243/2016. Ao reconhecerem suas finalidades institucionais como Instituições Científicas, Tecnológicas e de Inovação (ICTs), Ufam, Inpa e Mamirauá criam um ambiente jurídico seguro para o compartilhamento de infraestrutura e capital intelectual.
Liderança e compromisso institucional
A formalização deste pacto contou com a assinatura das lideranças máximas de cada entidade, reafirmando o compromisso político e administrativo com a inovação na Amazônia. O documento foi firmado por Henrique dos Santos Pereira, diretor do Inpa; Tanara Lauschner, reitora da Ufam; e João Valsecchi do Amaral, diretor-geral do Instituto Mamirauá.
Embora o memorando funcione como um instrumento preliminar e não gere obrigações financeiras imediatas por si só, ele é o passo fundamental que permite a criação de contratos específicos para projetos futuros. O texto do acordo esclarece que os signatários se comprometem a “conjugar esforços com o objetivo de complementar as suas experiências nas áreas institucionais de interesse comum ou concorrente”.
Próximos passos e execução
Para garantir que as intenções saiam do papel, o memorando estabelece uma dinâmica de trabalho ágil. Estão previstas reuniões periódicas para a definição de escopos de atuação conjunta e a elaboração de planejamentos integrados. Reconhecendo as distâncias geográficas da região e a necessidade de economia de recursos, o documento incentiva a adoção de meios virtuais, como videoconferências, para otimizar a comunicação entre as equipes técnicas.
Cada novo projeto que nascer desta aliança deverá respeitar os trâmites institucionais de aprovação e registro de cada casa. Isso garante transparência e conformidade, permitindo que a sociedade acompanhe os frutos desta união.
Ao consolidar essa agenda comum, as três instituições não apenas fortalecem a produção científica local, mas também ampliam a integração entre ensino, pesquisa e extensão. O resultado esperado é um impulso significativo no desenvolvimento regional sustentável, provando que a inovação na Amazônia é o caminho mais viável para o futuro da floresta e de seus habitantes.
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