Capital amazonense está entre as oito cidades selecionadas pelo Ministério da Saúde para mapear transtornos como depressão e ansiedade na população adulta.
A saúde mental é o foco central de um novo levantamento do Governo Federal que começa a ser implementado em Manaus. A capital do Amazonas foi escolhida para participar da fase piloto da Pesquisa Nacional de Saúde Mental (PNSM-Brasil), um projeto inédito desenvolvido pelo Ministério da Saúde. O objetivo principal é traçar um diagnóstico preciso sobre o bem-estar psicológico dos brasileiros com 18 anos ou mais, permitindo uma compreensão detalhada das necessidades da população.
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Este estudo de base populacional visa estimar a prevalência de quadros clínicos frequentes na sociedade atual. O levantamento vai mensurar a ocorrência de depressão, transtornos de ansiedade, o uso abusivo de álcool e outras drogas, além de monitorar comportamentos relacionados ao risco de suicídio.
Como a pesquisa de saúde mental será aplicada
Para garantir que o retrato da saúde mental seja fiel à realidade, os dados serão estratificados por diversos indicadores sociais, como sexo, idade, nível de escolaridade, renda e região de moradia.
Além de Manaus, a fase piloto contempla outras sete localidades estratégicas distribuídas pelo país:
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Sobral (CE);
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Jundiaí (SP);
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São Paulo (SP);
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Porto Alegre (RS);
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Santa Cruz do Sul (RS);
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Campo Grande (MS);
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Brasília (DF).
A metodologia define que as entrevistas sejam realizadas presencialmente nos domicílios. Em cada residência visitada, apenas um morador adulto será sorteado aleatoriamente para responder ao questionário. A duração média da entrevista é de 60 minutos, sendo conduzida por profissionais treinados e com o suporte de equipamentos eletrônicos para o registro das respostas.
Impacto no SUS e acesso aos serviços
Um dos pilares desta iniciativa é avaliar não apenas a existência dos transtornos, mas também o acesso aos serviços de saúde mental disponíveis. O estudo identificará se a população procura atendimento, quais tipos de cuidados são oferecidos e quais barreiras impedem o tratamento adequado.
Segundo o Ministério da Saúde, as informações coletadas são vitais para o planejamento de novas políticas públicas e para o fortalecimento da Rede de Atenção Psicossocial do Sistema Único de Saúde (SUS).
É importante ressaltar que a participação é totalmente voluntária e ocorre mediante consentimento. Todas as informações sobre a saúde mental dos entrevistados são tratadas de forma sigilosa e analisadas de maneira agregada (em conjunto), respeitando rigorosamente as normas éticas e a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).
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