Em discurso realizado nesta terça-feira (20), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) definiu o tom do debate político para o futuro próximo. Ao projetar o cenário para Lula 2026, o mandatário afirmou que o ano eleitoral deve ser centrado na comparação direta entre a sua atual gestão e os governos de Michel Temer (MDB) e Jair Bolsonaro (PL).
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Durante a entrega de moradias no Rio Grande do Sul, Lula enfatizou que é necessário contrastar os resultados de seu governo com os de seus antecessores. “Nós precisamos transformar o ano de 2026 no ano da comparação”, declarou o presidente, sugerindo um paralelo entre o que foi realizado em três anos de sua administração contra os sete anos somados após o impeachment de Dilma Rousseff.
O “ano da comparação” e a disputa de narrativas
Para o presidente, colocar os dados lado a lado é a estratégia central para combater o que chamou de “era da mentira”. Ao comentar sobre a perspectiva de Lula 2026, ele adotou um tom crítico severo em relação ao governo anterior, afirmando que a gestão de Bolsonaro “quase destruiu o País”.
Segundo Lula, os dois primeiros anos de seu atual mandato foram dedicados à reconstrução e reformas estatais. O objetivo agora é evidenciar as diferenças de gestão para o eleitorado, utilizando os números e entregas como base argumentativa contra a desinformação.
Reação a conteúdos distorcidos e entregas no RS
O presidente também aproveitou a oportunidade para rebater conteúdos que circularam nas redes sociais recentemente. Lula citou casos em que suas falas teriam sido retiradas de contexto para gerar interpretações negativas, mencionando especificamente um evento na Casa da Moeda e comentários envolvendo a deputada Erika Hilton. “A verdade, você tem que explicar. A mentira, você só tem que falar”, argumentou, alertando para a manipulação de discursos na internet.
A fala ocorreu durante a cerimônia de entrega de 1.276 unidades habitacionais do Empreendimento Junção, em Rio Grande (RS). As obras, parte do Programa Minha Casa, Minha Vida – Entidades (MCMV-E), foram viabilizadas através da destinação de imóveis da União que estavam sem uso.
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