A própolis da Amazônia, especificamente a produzida pela abelha-canudo (Scaptotrigona aff. postica), acaba de ganhar um novo status no mercado de bioeconomia. Um estudo inédito, fruto de parceria entre a Embrapa e a Universidade Federal do Pará (UFPA), identificou que o produto gerado por essa espécie nativa sem ferrão possui propriedades dermocosméticas e anti-inflamatórias superiores às de muitos medicamentos comerciais. A descoberta não apenas valida o conhecimento tradicional da floresta, mas também abre portas para uma cadeia produtiva sustentável que gera renda e preserva a biodiversidade.
📲Quer receber notícias direto no celular? Entre no nosso grupo no WhatsApp.
O poder da Própolis da Amazônia na cicatrização e estética
Diferente da própolis tradicional, a variedade amazônica estudada apresentou resultados surpreendentes em testes laboratoriais. O creme formulado à base dessa resina demonstrou alta eficácia na regeneração de tecidos, estimulando a produção de fibras de colágeno tipos 1 e 3, essenciais para uma pele firme e saudável. Além de acelerar a cicatrização de feridas com menos inflamação, o produto desponta como um promissor cosmético antienvelhecimento e regenerador.
Os pesquisadores destacam que a abelha-canudo, responsável por essa produção, é uma polinizadora natural dos açaizais. Isso cria um ciclo virtuoso: ao preservar a floresta para a produção de açaí, os agricultores agora podem colher também mel e própolis de alto valor agregado.
Renda para o campo e alternativa ao desmatamento
A validação científica transforma a meliponicultura (criação de abelhas sem ferrão) em uma alternativa econômica robusta para o campo. Pequenos produtores, que antes dependiam de atividades de baixo rendimento ou ambientalmente agressivas, encontram na “farmácia da floresta” uma nova vocação.
O projeto incentiva a substituição gradual de práticas como a pecuária extensiva pela produção integrada de açaí e produtos das abelhas. Com o mercado de cosméticos naturais em franca expansão global, a própolis da Amazônia se posiciona como um ingrediente premium, capaz de atrair investimentos e garantir a permanência das famílias no campo com qualidade de vida.
Leia mais:
Açaí nativo impulsiona bioeconomia e renda em Tapauá
Programa Acredita fortalece o artesanato indígena no Amazonas
Abiove anuncia saída de acordo ambiental criado para conter desmatamento na Amazônia
Siga nosso perfil no Instagram, Tiktok e curta nossa página no Facebook

