A ministra do Planejamento, Simone Tebet, anunciou oficialmente que deixará o governo para concorrer a um cargo eletivo nas eleições de 2026. A decisão, comunicada durante evento no Insper, em São Paulo, foi tomada após diálogo direto com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Embora o destino específico ainda não esteja selado, a tendência principal é que Tebet busque uma cadeira no Senado Federal.
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Foco no Senado e o cenário em São Paulo
Apesar de sua base política histórica, a ministra admitiu que o estado de São Paulo é uma das possibilidades reais para sua candidatura. Anteriormente, o nome de Tebet foi ventilado como uma alternativa para a disputa ao governo paulista, visando reduzir a resistência ao PT e dialogar com o eleitorado do interior.
No entanto, a ministra demonstrou cautela ao analisar o quadro local, citando nomes como o de Fernando Haddad e o do vice-presidente Geraldo Alckmin como competidores de peso. “Particularmente, entendo que São Paulo tem dois nomes relevantes com condições de performar muito bem”, afirmou, reforçando que sua opinião é pessoal e não fruto de uma decisão partidária definitiva.
Articulações partidárias de Simone Tebet e o futuro político
A permanência de Simone Tebet no MDB permanece incerta. Em São Paulo, o partido integra a base de apoio do governador Tarcísio de Freitas e do prefeito Ricardo Nunes, o que pode gerar conflitos de interesses. Atualmente, a ministra possui um convite do PSB, mas ressaltou que seu destino político está sendo coordenado junto ao presidente Lula.
Dentro da cúpula do governo, já existem movimentações estratégicas. Segundo informações de bastidores, o PT realiza pesquisas para medir a viabilidade de uma chapa feminina ao Senado por São Paulo, unindo Tebet e a ministra Marina Silva, que deve migrar para a legenda petista em março.
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