A justiça para o cão Orelha foi o tema central de um protesto realizado por protetores de animais e ativistas no Anfiteatro da Ponta Negra, em Manaus, neste domingo. O grupo se reuniu para cobrar punição rigorosa após o caso de agressão e tortura contra o animal ganhar repercussão nacional. O cachorro, que era comunitário em Florianópolis, não resistiu aos ferimentos e precisou passar por eutanásia no início de janeiro.
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A mobilização em Manaus faz parte de um movimento que ocorre simultaneamente em diversas capitais brasileiras. Além de pedir celeridade nas investigações, os manifestantes utilizam o ato para denunciar o aumento nos casos de maus-tratos no Amazonas e exigir o fortalecimento das leis de proteção animal.
Caso Orelha mobiliza ativistas em todo o Brasil
O crime que motivou a manifestação aconteceu no dia 4 de janeiro na Praia Brava. O cão Orelha tinha cerca de 10 anos e era muito querido pela comunidade local. Segundo as investigações da Polícia Civil, quatro adolescentes são os principais suspeitos de terem cometido as agressões.
Nas redes sociais, a campanha pela justiça para o cão Orelha alcançou os assuntos mais comentados, com usuários defendendo a federalização do caso. Em Manaus, os organizadores destacaram que a violência contra animais na capital também apresenta números preocupantes, o que reforça a necessidade de união entre os tutores e o poder público.
Rigor na legislação contra maus-tratos
Durante o ato na Ponta Negra, foi lembrado que a Lei 14.064/2020 endureceu as penas para quem pratica maus-tratos contra cães e gatos. Atualmente, a legislação prevê reclusão de dois a cinco anos, além de multa e proibição da guarda. Os ativistas presentes reforçaram que a impunidade em casos envolvendo menores de idade é um dos maiores desafios para garantir a proteção efetiva dos animais.
O protesto seguiu de forma pacífica com cartazes e discursos que pediam por políticas públicas mais eficazes e maior fiscalização em zonas urbanas e rurais de Manaus.
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