Investigado por agressão a adolescente de 16 anos, empresário será transferido para garantir integridade física; defesa da vítima critica decisão.
O Caso Pedro Turra ganhou novos desdobramentos após a audiência de custódia realizada no último sábado. O empresário e piloto de 19 anos, acusado de agredir gravemente um adolescente de 16 anos em Vicente Pires, no Distrito Federal, teve sua prisão preventiva mantida pela Justiça. No entanto, o magistrado determinou que o custodiado permaneça em uma cela isolada, visando resguardar sua integridade física diante da repercussão do episódio.
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Dinâmica do incidente em Vicente Pires
A investigação aponta que a briga teria sido motivada pelo arremesso de um chiclete em um amigo da vítima. Imagens registradas no local mostram o momento em que o piloto empurra o adolescente. Com o impacto, o jovem bate contra a porta aberta de um veículo, perde a consciência e entra em coma.
Após a agressão, Turra chegou a ser detido, mas foi liberado após o pagamento de fiança no valor de R$ 24 mil. A nova ordem de prisão foi expedida após a Polícia Civil apresentar evidências de envolvimento do piloto em outros episódios de violência, incluindo o uso de uma arma de choque (taser) contra uma jovem de 17 anos.
Contrapontos entre as defesas e acusações de privilégio
A decisão de conceder uma sala especial ao acusado gerou manifestações imediatas. A defesa da vítima expressou “profundo desconforto” com a medida, alegando que o tratamento diferenciado reforça uma sensação de privilégio devido ao status socioeconômico da família do piloto.
Por outro lado, o advogado de Turra, Eder Fior, relatou que o cliente sofreu ameaças de morte e acusou as autoridades policiais de promoverem uma “espetacularização” do caso. Segundo a defesa, houve descumprimento de decisão judicial que determinava a preservação da imagem do custodiado.
Impactos na carreira de Pedro Turra e histórico de conduta
Como consequência direta do caso, Pedro Turra foi desligado da Fórmula Delta, categoria de automobilismo na qual competia. Além dos casos já citados, um novo depoimento surgiu na delegacia: um homem relatou ter sido agredido pelo piloto em junho do ano passado, o que amplia o histórico de conduta agressiva analisado pela Polícia Civil do Distrito Federal.
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