O ministro Marco Buzzi, membro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), tornou-se alvo de uma investigação oficial após ser acusado de assédio sexual contra uma jovem de 18 anos. O caso, que tramita sob sigilo, ganhou novos desdobramentos nesta quinta-feira (5/2), com a internação do magistrado em uma unidade hospitalar no Distrito Federal, no mesmo período em que a suposta vítima prestava depoimento às autoridades competentes.
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Detalhes da acusação no Conselho Nacional de Justiça
A denúncia refere-se a episódios que teriam ocorrido em 9 de janeiro, em Balneário Camboriú (SC). A jovem, filha de um casal de amigos de longa data do magistrado, estava hospedada na residência de Buzzi com seus familiares. Segundo os relatos, o ministro teria tentado agarrar a vítima por três vezes enquanto ambos estavam no mar.
Após o ocorrido, a família deixou o local e registrou um boletim de ocorrência em São Paulo. Devido ao foro privilegiado detido por membros de tribunais superiores, o caso foi encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF), sob relatoria do ministro Nunes Marques, e ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
Sindicância no STJ e estado de saúde do magistrado
Diante da gravidade das alegações, o pleno do STJ decidiu, de forma unânime, instaurar uma sindicância interna nesta quarta-feira (4/2). A comissão responsável pela apuração é composta pelos ministros:
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Raul Araújo
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Isabel Gallotti
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Antonio Carlos Ferreira
Simultaneamente ao avanço das oitivas no CNJ, a defesa do magistrado apresentou um atestado médico confirmando sua internação em Brasília, sem previsão de alta. Em nota oficial divulgada anteriormente, o ministro Marco Buzzi negou veementemente as acusações, classificando-as como insinuações que não correspondem aos fatos e repudiando qualquer ilação sobre conduta imprópria.
Desfecho jurídico e preservação das partes
O advogado da família, Daniel Leon Bialski, reforçou a necessidade de preservar a integridade da jovem e de seus pais diante do impacto psicológico do evento. “Aguardamos rigor nas apurações e o respectivo desfecho perante os órgãos competentes”, afirmou a defesa. O caso segue sob a Corregedoria Nacional de Justiça, que mantém o processo em segredo de justiça conforme previsto na legislação brasileira.
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