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Fumaça que encobriu Manaus veio da Região Metropolitana, diz Governo

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A fumaça que encobriu a capital amazonense nesta quarta-feira (20/09) é proveniente da Região Metropolitana de Manaus (RMM). A informação foi divulgada pelo Governo do Amazonas, através da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema).

O órgão esclareceu que as imagens de satélites apontam que a fumaça teve sua origem nos municípios de Autazes, Careiro e Iranduba, com a influência dos ventos do Atlântico Sul, um evento atípico para a Amazônia.

O monitoramento e a ação preventiva e de combate às queimadas continuam com o apoio da Defesa Civil e Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM).

O secretário de estado do meio ambiente, Eduardo Taveira, explicou que a principal fonte dessa fumaça que afetou Manaus foi a região metropolitana, onde a maioria das queimadas ocorreu em áreas de várzea. Essas áreas, devido à descida dos rios e à seca monitorada, estão propensas a incêndios quase espontâneos, seja por cacos de vidro, cinzas de cigarro ou outros elementos que potencializam o fogo em um período extremamente seco.

O fenômeno El Niño no Oceano Pacífico tem deslocado massas de ar quente e inibido a formação de chuvas na região, enquanto, simultaneamente, o Oceano Atlântico está superaquecido. Esses dois eventos combinados reduzem o fluxo de ventos do Oceano Atlântico norte, aumentando o fluxo do Atlântico sul, resultando nos ventos trazidos do sudeste do estado, onde se concentra a maior quantidade de focos de calor e queimadas.

Eduardo Taveira destacou os esforços do Governo do Estado para combater as queimadas e reduzir o desmatamento. Houve uma redução de mais de 60% no desmatamento e, apesar dos desafios atuais, uma queda de 20% nas queimadas em comparação com o mesmo período do ano anterior. Além disso, foram disponibilizados cerca de 17 brigadistas em 10 municípios prioritários para auxiliar as prefeituras no combate direto aos incêndios.

O secretário ressaltou que menos de 30% dos focos de queimadas no estado ocorrem em florestas, enquanto 70% afetam áreas consolidadas, como terrenos e quintais. Ele fez um apelo à população para encontrar alternativas mais seguras para a limpeza dessas áreas, enfatizando a importância de adotar novos modelos de organização e limpeza de terrenos em meio aos desafios climáticos enfrentados no Brasil e no mundo.

Aumento de Incêndios 

Desde o início do verão amazônico, o Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM) registrou um aumento significativo no atendimento a ocorrências de incêndio, contribuindo para o acúmulo de fumaça nas áreas urbanas. Entre 12 de julho e 17 de setembro, foram atendidas 1.193 ocorrências de incêndio, sendo 473 na capital.

A corporação faz parte da força-tarefa do Governo do Amazonas para combater o desmatamento e as queimadas no estado, através das operações Tamoiotatá e Aceiro no interior do estado. Na capital, o combate aos incêndios é realizado por meio da operação Céu Limpo.

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